Com o tema “LGBT+, Levante e Vote!”, a 27ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ reuniu milhares de pessoas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), neste domingo (26/7). A concentração ocorreu em frente ao Congresso Nacional e, em seguida, os participantes seguiram em desfile pelo Eixo Monumental em defesa da diversidade, dos direitos da comunidade e da participação política.
A festa tomou conta da Esplanada ao som dos trios elétricos, que alternavam apresentações musicais e falas sobre direitos e representatividade.
Veja:
Em meio ao público, predominavam as cores do arco-íris estampadas em bandeiras, roupas e maquiagens. Fantasias chamavam a atenção, com participantes usando asas, plumas, lantejoulas, coroas e os tradicionais leques. Durante todo o percurso, dezenas de bandeiras que compõem o movimento também foram erguidas.
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do Metrópoles DF
Para esta 27ª edição da manifestação, o Distrito Drag convocou como atrações Lorena Simpson, Banda das Montadas e os DJs Sarah Vika, Ella Nasser e Nicolas Magalhães.
Vestida de rosa e inspirada em uma personagem do universo de Alice no País das Maravilhas, Harley Pocstar, nome artístico da nail designer e drag queen de 24 anos, contou que participa do evento há quatro anos, desde que iniciou a carreira.
“É uma honra estar aqui com todo mundo. Quando tem mais colorido, mais gay, mais lésbica, mais trans, tudo fica melhor”, afirmou.
Para Harley, a Parada do Orgulho LGBT representa um momento de celebração, mas também de visibilidade e mobilização. “É celebrar a gente, mostrar que estamos aqui, que somos importantes, coloridos e felizes. Vamos espalhar amor hoje pela Esplanada toda”, disse.
A artista também contou que confeccionou todo o visual usado no evento, da maquiagem e do figurino às unhas artísticas, produzidas por ela por meio da marca voltada ao público drag, a Poc Nails.
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Harley Pocstar
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Havenna Wandelookx e Tcharles Santos
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Samia Lelis, Maria Clara Marinho e Hellena Silva
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Evento aconteceu na Esplanada dos Ministérios
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Trios elétricos fizeram a festa da Parada do Orgulho LGBT+
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A pauta deste ano é sobre a presença LGBT+ na política
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Público acompanhou o desfile dos trios elétricos pelo Eixo Monumental
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Apesar do clima festivo, a drag queen Havenna Wandelookx, de 42 anos, ressaltou que a Parada vai muito além da música e das fantasias. Segundo ela, o evento é um espaço de reivindicação por direitos, especialmente em um ano eleitoral.
“Muita gente vê essa parada como uma festa, só diversão, muito brilho. Mas a gente tem que perceber que existe um grau imenso de responsabilidade, porque aqui a gente está falando de luta e de direitos. Como este é um ano político, também é um momento de olhar para frente e pensar em como as coisas funcionam”, afirmou.
A drag também destacou a importância da participação da população nas eleições. “Se a gente não vota direito, a gente não pode cobrar. Não adianta pensar só na Presidência. Também precisamos escolher bem senadores e deputados. É uma luta pelo respeito, pela nossa dignidade e por correr atrás do que a gente acredita que é direito”, destacou.
Conhecida fora dos palcos como estilista, Havenna contou que foi responsável por confeccionar o figurino usado por ela e por outras drag queens. A proposta era reunir diferentes cores do arco-íris em produções marcadas por brilho, elegância e elementos lúdicos.
“A intenção era trazer todas as meninas da casa nas cores do arco-íris, com muitos detalhes e bem diversificadas. A gente correu atrás, fez os figurinos e trouxe algo mais colorido, mais brincalhão, mas também com elegância e classe”, explicou.
Estimativa de público
Segundo o coordenador da Parada LGBT+ de Brasília, Richard Alexandre, a expectativa da organização era superar o público registrado na edição anterior, quando cerca de 500 mil pessoas participaram da celebração.
“O nosso trabalho é sempre voltado para garantir que essa multidão seja acolhida com a máxima estrutura, segurança e celebração que o nosso festival sempre entrega. Hoje, o Festival Brasília Orgulho é um dos maiores eventos do calendário da capital. O crescimento não é apenas numérico, mas social”, afirmou.
Sobre o tema da edição deste ano, “LGBT+, Levante e Vote!”, Richard afirmou que a proposta é incentivar a participação política da comunidade.
“A verdadeira garantia dos nossos direitos só se consolida quando nós também ocupamos as cadeiras onde as leis e as políticas públicas são feitas. O tema deste ano é um chamado para a conscientização sobre o poder do nosso voto e, acima de tudo, um incentivo para que mais pessoas da nossa comunidade disputem as eleições. Não nos basta apenas ter aliados, precisamos de representatividade real nas urnas, nos parlamentos e no Poder Executivo”, declarou.
A parada marca o encerramento do festival Brasília Orgulho 2026, que começou em 11 de julho e promoveu uma série de atividades voltadas à comunidade LGBTQIA+.
Ao longo do mês, o festival ofereceu exposições, oficinas, rodas de conversa e ações culturais destinadas à promoção da cidadania, da visibilidade e do debate sobre diversidade e inclusão.
“Espaço de acolhimento”
Entre o público, a estudante Maria Victoria Brito, de 28 anos, participou pela segunda vez da Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de Brasília. Assumida bissexual há pouco tempo, ela contou que o evento tem um significado especial por representar um espaço de acolhimento e identificação.
“Eu me assumi bi há pouco tempo. Então, é um espaço de pertencimento e acolhimento, porque a comunidade LGBT de Brasília é muito acolhedora. Estou gostando de participar, de me representar e de me identificar”, afirmou.
A estudante de publicidade e propaganda Samia Lelis, de 20 anos, participou do evento ao lado da companheira e da filha do casal, de 4 anos. Embora ambas já tivessem comparecido ao evento em outras edições, esta foi a primeira vez que celebraram a data juntas como família.
“É muito importante para todo mundo saber que ninguém está desamparado em nenhum momento. Principalmente depois que a gente virou mãe. Ver a diversidade das famílias é muito lindo e muito especial. Ter eventos como esse é importante para a gente”, afirmou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Thalita Vasconcelos.





