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Influenciadora é criticada após questionar vaquinha para doutorado

Por Camilla Germano
Reprodução/Instagram @barbramarcondes

A influenciadora Barbra Marcondes virou alvo de críticas nas redes sociais após publicar um vídeo expondo o pedido de uma seguidora para divulgar uma vaquinha. A postagem viralizou depois que internautas identificaram que o caso mencionado por ela envolvia uma pesquisadora que arrecadava recursos para uma etapa do doutorado no exterior.

No vídeo, Barbra contou que recebeu uma mensagem de uma jovem que queria fazer um “intercâmbio” e questionou esse tipo de arrecadação. Sem citar nomes, ela afirmou que só concorda com vaquinhas para tratamentos de saúde e criticou financiamentos coletivos destinadas a sonhos pessoais.

“Teve uma menina que acabou de mandar um textão na DM que ela quer fazer um intercâmbio pra outro país, é o sonho dela e tá fazendo vaquinha. Ô gente, a galera não é obrigada a financiar o seu sonho”, afirmou.

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A declaração repercutiu no X, antigo Twitter, onde usuários criticaram a forma como a situação foi apresentada. Segundo os internautas, o vídeo não informava que a campanha tinha a finalidade de ajudra uma pesquisadora aprovada para um programa de doutorado sanduíche e que o dinheiro arrecadado seria destinado ao pagamento das taxas para obtenção do visto exigido pela universidade.

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do Metrópoles

“Achei que era intercâmbio normal de agência. Aí sim ninguém é obrigado a financiar sonho supérfluo. Mas pra estudar é foda”, apontou uma internauta.

Apesar das críticas, alguns internautas também defenderam o posicionamento da influenciadora. “Ninguém tem obrigação de se compadecer”, escreveu um usuário. Outro afirmou que Barbra “deu a entender que era uma pessoa fazendo vaquinha para um intercâmbio qualquer”, mas ponderou que ela não revelou a identidade da pesquisadora.

Entenda a confusão

Nas redes sociais, a própria pesquisadora, identificada como Talita, explicou que foi selecionada para um programa de doutorado sanduíche financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Doutoranda em Ecologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Talita tentava arrecadar cerca de R$ 8 mil destinados ao processo de obtenção do visto necessário para realizar o período de pesquisa no exterior. Embora o programa seja financiado pela CAPES, essa despesa não está incluída no auxílio oferecido.

Após a repercussão, a pesquisadora informou que conseguiu atingir a meta da campanha e agradeceu o apoio recebido. “Não há mais necessidade de divulgar a vaquinha, pessoal”, escreveu nas redes sociais.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Camilla Germano.