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Mapa do crime: 40 facções têm integrantes em presídios federais

Por Mirelle Pinheiro
Arte/Metrópoles

As cinco penitenciárias federais de segurança máxima do país abrigam atualmente integrantes de 40 facções criminosas, entre organizações de alcance nacional, grupos regionais e até uma máfia internacional.

O levantamento, obtido pela coluna por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), traça um raio-X inédito das organizações criminosas que hoje têm membros custodiados no Sistema Penitenciário Federal (SPF).

A relação, elaborada pela Diretoria da Polícia Penal Federal, confirma a presença das duas maiores facções do país — Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) —, mas também revela que o sistema reúne integrantes de grupos de praticamente todas as regiões brasileiras, como Família do Norte (FDN), Guardiões do Estado (GDE), Bonde do Maluco, Bonde dos 40, Sindicato do Crime, Primeiro Grupo Catarinense, Nova Okaida, Bala na Cara, Milícia do Zinho e dezenas de outras organizações.

Entre os nomes também aparece a ’Ndrangheta, organização mafiosa originária da região da Calábria, na Itália, considerada uma das mais poderosas do mundo.

Segundo a resposta enviada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), 461 presos atualmente apresentam vínculo com facções criminosas dentro do sistema federal. Desse total, 159 são classificados como lideranças de organizações criminosas em âmbito regional ou nacional.

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da Coluna Mirelle Pinheiro

As unidades federais estão localizadas em Brasília (DF), Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO). Conforme informou a Polícia Penal Federal, todas adotam a separação formal de presos por facção criminosa, seguindo critérios previstos na Lei de Execução Penal.

A Senappen informou ainda que, em razão desse modelo de segregação, nunca foram registrados homicídios nem rebeliões motivados por disputas entre facções nas penitenciárias federais de segurança máxima.

O órgão também afirmou que não há registros de conflitos entre grupos rivais nas unidades federais.

Apesar de divulgar a relação das organizações atualmente presentes no sistema federal, a Diretoria de Inteligência Penal negou acesso ao relatório completo de mapeamento das facções.

Segundo o órgão, o documento possui caráter restrito por conter informações estratégicas utilizadas pela atividade de inteligência e pelo planejamento de ações de combate ao crime organizado.

De acordo com a Senappen, o mapeamento das organizações criminosas foi instituído em 2022 e tem como objetivo identificar, acompanhar e monitorar a atuação de grupos que impactam o sistema prisional brasileiro, subsidiando as ações da inteligência penitenciária e dos gestores da segurança pública.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Mirelle Pinheiro.