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Indicação à suplência de Marina gera mal-estar em coligação de Haddad

Por Vinicius Passarelli
Instagram/@marinasilvaoficial

Vereador mais votado em São Carlos, no interior paulista, nas últimas duas eleições, Nery, de 38 anos, teve sua indicação à vaga oficializada nesse domingo (26/7), durante convenção da federação marcada por tensões e incertezas quanto à definição que se estenderam até o final do evento. O encontro ratificou o apoio do grupo a Haddad.

Nos bastidores, o posto de suplente tem sido bastante disputado pelo fato de o escolhido ter chances consideráveis de assumir a cadeira no Senado pelo estado. Isso porque, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito, aliados apontam que Marina é cotada para reassumir uma vaga no ministério do petista, abrindo espaço para o suplente virar o titular do mandato, que tem duração de oito anos.

O PDT, que já oficializou o apoio a Haddad, é o principal insatisfeito com o movimento. A legenda presidida por Carlos Lupi, exonerado do Ministério da Previdência Social no ano passado em meio às revelações da farra do INSS, reivindica o espaço e alega ter um compromisso firmado diretamente com Lula para ficar com uma das suplências.

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do Metrópoles SP

Para a suplência de Marina, o partido indicou o sindicalista Antonio Neto. Já para a suplência de Simone Tebet (PSB), a outra candidata ao Senado pela chapa, o PDT sugeriu o nome do ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbieri, aliado do presidente nacional do PT, Edinho Silva. A suplência de Tebet, no entanto, deve ficar com o ex-chefe de gabinete de Haddad no Ministério da Fazenda, o advogado Laio Morais (PT).

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Ameaça de racha

Caso não seja contemplado com nenhuma suplência, o PDT afirma que lançará um nome próprio ao Senado em São Paulo, o que poderia causar um racha na coligação. Um dos argumentos é que, estando coligado com Haddad, politicamente não faria sentido para o partido ficar de fora da “partilha” dentro da chapa.

Se o atual cenário for confirmado, o PSB ficaria contemplado com duas vagas na chapa paulista (Tebet para o Senado e Márcio França para a vice de Haddad); o PT, com duas vagas (Haddad na cabeça de chapa e Laio Morais na suplência); e, por fim, a federação PSol-Rede com duas vagas (Marina para o Senado e Djalma Nery para a primeira suplência). O PDT, por sua vez, ficaria de fora.

Lideranças pedetistas argumentam que, no âmbito nacional, a legenda é maior que PSol e PSB, além de possuir mais vereadores espalhados pelo estado. Além disso, o PDT calcula que, caso tenha uma candidatura própria ao Senado, ficará com mais tempo de televisão que Marina e Tebet. Ambas têm aparecido no topo das pesquisas de intenção de voto.

Após a convenção desse domingo (26/7), membros do PDT e do próprio PSol afirmam que a ala psolista mais ligada ao PT e a Lula, representada por Guilherme Boulos e Érika Hilton, tem defendido a indicação de Antonio Neto para a suplência, como forma de diminuir os atritos.

Já os setores do PSol menos próximos aos petistas alegam que esse grupo deve trocar o partido pelo PT após a eleições e, com isso, já tem trabalhado pelos interesses da legenda de Lula.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Vinicius Passarelli.