O resultado final foi de 9 votos a favor da manutenção e 3 votos por uma alta de 0,25 ponto percentual da taxa, o que elevaria os juros de referência para entre 3,75% e 4,00%.
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Na avaliação de André Valério, economista do Banco Inter, a decisão de manter os juros no atual patamar já era esperada pelo mercado, mas a dissidência foi grande. “Essa foi a primeira vez desde 2016 em que três membros do comitê divergem na mesma direção, mostrando a discordância crescente, com alguns integrantes cada vez mais preocupados com a dinâmica inflacionária”, diz.
Para Valério, a tendência é de uma alta em setembro, na próxima reunião do Fomc. “Com a incerteza do conflito no Oriente Médio e o preço do petróleo rondando os US$ 100, podemos ver a inflação não ceder o suficiente, o que poderia levar mais membros do comitê a votar por uma alta na próxima reunião”, afirma.
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do Metrópoles
Menor otimismo
Para José Aureo, da Blue3 Investimentos, o Fed optou por aguardar novos dados, mas manteve aberta a possibilidade de elevar os juros caso a inflação volte a mostrar maior persistência, especialmente diante dos riscos relacionados à energia, às tarifas comerciais e à demanda ainda firme.
“Para os mercados, a manutenção evita um aperto imediato das condições financeiras, mas a divisão dentro do comitê tende a limitar um movimento mais consistente de otimismo”, diz o economista.
Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, observa que o comunicado divulgado pelo Fed foi praticamente idêntico ao da reunião anterior, em junho, “incluindo o trecho em que o comitê se compromete em entregar estabilidade de preços”. “As bolsas americanas se recuperavam das mínimas do dia após a decisão de manutenção, já que as expectativas estavam divididas, com probabilidade razoável de alta”, diz.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Carlos Rydlewski.





