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Baleada em assalto, jovem acreana pede ajuda para custear tratamento em Brasília

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Nove anos após ficar paraplégica ao ser baleada durante uma tentativa de assalto em Rio Branco, Tailine da Silva Marques iniciou uma nova etapa em sua luta pela recuperação. A jovem embarcou na madrugada desta quarta-feira (29) para Brasília, onde será submetida a exames, cirurgia e sessões intensivas de reabilitação.

A programação médica começa nesta quinta-feira (30), com exames e internação no Hospital Sarah. Na sexta-feira (31), Tailine passará por um procedimento cirúrgico para aplicação de botox na bexiga.

Após a alta hospitalar, ela seguirá para a Clínica Moving, onde pretende realizar sessões intensivas de fisioterapia e utilizar um exoesqueleto, equipamento que auxilia pessoas com mobilidade reduzida a reproduzir movimentos semelhantes aos da caminhada.

Tratamento pode melhorar a qualidade de vida

Segundo Tailine, além da emoção de voltar a dar passos, o tratamento pode proporcionar diversos benefícios à saúde, como melhora da circulação sanguínea, estímulo ao funcionamento do intestino, fortalecimento muscular e prevenção de complicações associadas à lesão medular.

Cada sessão de uma hora com o exoesqueleto custa R$ 500. A avaliação neurológica tem valor de R$ 200, enquanto cada sessão de fisioterapia intensiva custa R$ 180.

“Se Deus tocar no seu coração e você puder me ajudar, qualquer valor fará diferença”, escreveu a jovem ao agradecer o apoio recebido por meio de orações e doações.

Crime mudou a vida de Tailine

Tailine ficou paraplégica após ser baleada nas costas durante uma tentativa de roubo ocorrida em 10 de agosto de 2017, em Rio Branco.

Na noite do crime, ela levava comida para o irmão, que trabalhava como vigilante, quando foi abordada por um criminoso em um semáforo da capital acreana. O assaltante tentou roubar a motocicleta da jovem e efetuou um disparo que atingiu sua coluna, provocando a perda dos movimentos.

O autor do crime, Wenzo Rafael dos Santos de Lima, foi preso pela Polícia Civil em abril de 2018 e condenado a mais de 13 anos de prisão por tentativa de latrocínio. Posteriormente, a Justiça do Acre manteve a condenação após negar recurso apresentado pela defesa.

No próximo dia 10 de agosto, Tailine completará nove anos sem andar. Apesar das dificuldades, ela afirma que mantém a fé e acredita que o tratamento representa mais um passo em sua trajetória de superação.

Como ajudar

As doações podem ser feitas por Pix:

Chave Pix: 025.000.112-83

Titular: Maria Tailine da Silva Marques

Instituição: Caixa Econômica Federal

Também é possível contribuir pelo Nubank, utilizando o e-mail:

[email protected]

Quem não puder ajudar financeiramente pode contribuir compartilhando a campanha.