9 de julho de 2026

Justiça mantém prisão de suspeitos envolvidos em sumiço de integrantes da mesma família

Justiça mantém prisão de suspeitos envolvidos em sumiço de integrantes da mesma família

Fabricio Silva Canhedo, Gideon Batista de Menezes e Horácio Carlos Ferreira Barbosa, presos em flagrante, nessa segunda (16/1) e na terça-feira (17/1), sob suspeita de envolvimento no crime que resultou no desaparecimento e possível homicídio de seis pessoas de uma mesma família da capital federal, tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva na manhã desta quinta (19/1), após audiência de custódia.

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Segundo a juíza, a prisão preventiva dos autuados se faz necessária para o resguardo da ordem pública. “Levando em consideração os delitos graves, que extrapolam uma gravidade meramente abstrata e os delitos ocorrido – múltiplas vítimas, extorsão mediante sequestro, ocultação de cadáver e associação criminosa, determino a prisão preventiva de todos os envolvidos”, declarou a magistrada.

À polícia Fabrício revelou, em depoimento, que vigiou a Renata e Gabriel, sogra e a cunhada da cabeleireira Elizamar, em um cativeiro na cidade de Planaltina (DF) por duas semanas. Elas ficavam vendadas e amarradas. O vendedor teria dito, ainda, que foi convidado por Gideon Batista, 55, outro preso, para que ajudasse no sequestro das mulheres em troca de R$ 2 mil, durante as duas semanas.

Segundo o homem, Gideon teria dito a ele que o chefe do plano criminoso era Marcos Antônio Lopes de Oliveira, o sogro de Elizamar, e pagaria R$ 100 mil pelo sequestro — o dinheiro seria dividido entre os participantes do esquema.

Gideon foi o primeiro a ser detido pela polícia, na terça-feira (17/1). Em depoimento, ele teria dito que morava em Ceilândia e trabalhava para Marcos, no Recanto das Emas, mesmo local onde o suspeito foi encontrado. No momento da prisão, a polícia percebeu que ele tinha os braços e as mãos queimados.

Assim como os outros comparsas, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, 49, também teve a prisão em flagrante convertida em preventiva nessa quinta. O homem teria participado do sequestro e do assassinato de 6 membros da mesma família, segundo contou à PCDF.

Conforme informado pela PCDF, os três suspeitos responderão por sequestro, ocultação de cadáver e associação criminosa

O caso
Elizamar sumiu na quinta-feira (12/1), ao sair da casa da sogra com os três filhos menores de idade. No dia seguinte, a polícia encontrou um carro carbonizado, igual ao da cabeleireira, e com quatro corpos dentro. Ainda não há confirmação se os cadáveres seriam da empresária e das crianças.

O mistério em torno do desaparecimento de Elizamar da Silva, 39, e dos filhos dela ganhou novos capítulos no sábado (14/1), após a família registrar boletim de ocorrência pelo desaparecimento de Thiago Gabriel Belchior, marido da empresária, de Marcos Antônio, pai de Thiago, Renata Belchior e Gabriela Belchior, mãe e irmã do marido de Elizamar.

Dois dias depois, nessa segunda-feira (16/1), um boletim de ocorrência foi registrado na 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) indicando o desaparecimento de Cláudia Regina Marques de Oliveira e de Ana Beatriz Marques de Oliveira, ex-esposa e filha de Marcos Antônio Lopes de Oliveira.

Com a nova atualização, o número de pessoas que se conheciam e sumiram sobe para 10. São eles: a cabelereira Elizamar da Silva, 39; o marido dela, Thiago Gabriel Belchior, 30; os três filhos do casal: os gêmeos Rafael e Rafaela da Silva, 6, e Gabriel da Silva, 7; a irmã de Thiago Gabriel, Gabriela Belchior de Oliveira, 25; e os pais deles, Renata Juliene Belchior, 52; e Marcos Antônio Lopes de Oliveira, 54. Além de Cláudia Regina, ex-esposa de Marcos e a filha do ex-casal, Ana Beatriz.

Por Metrópoles