6 de julho de 2026

Durante curso de instrução, Exército solta bombas de gás lacrimogêneo e fumaça invade escola e casas em Rio Branco: ‘sem respirar’

Durante curso de instrução, Exército solta bombas de gás lacrimogêneo e fumaça invade escola e casas em Rio Branco: ‘sem respirar’
Populares relataram forte odor de gás lacrimogêneo na região do bairro Bosque, em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal
Populares relataram forte odor de gás lacrimogêneo na região do bairro Bosque, em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Populares relataram explosões de bombas de gás lacrimogêneo no bairro Bosque, em Rio Branco, no fim da tarde desta quinta-feira (22). A informação é de que, no 4º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), na capital, estava ocorrendo a finalização de um curso de instrução para cabos militares.

Moradores da região e pessoas que transitavam pelo local disseram ainda que o odor chegava a arder olho, boca e nariz. Uma funcionária de um bar da região relatou que algumas pessoas se abrigaram dentro do estabelecimento para escapar.

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Na internet, populares relataram ainda que precisaram parar de dirigir, pois não conseguiam enxergar.

Internautas reclamaram do odor após explosão de gás lacrimogêneo durante instrução do Exército — Foto: Reprodução/Twitter

Internautas reclamaram do odor após explosão de gás lacrimogêneo durante instrução do Exército — Foto: Reprodução/Twitter

Em outro post, usuários disseram que passaram mal com a quantidade de gás na região.

Internautas reclamaram do odor após explosão de gás lacrimogêneo em Rio Branco no 4º BIS — Foto: Reprodução/Twitter

Internautas reclamaram do odor após explosão de gás lacrimogêneo em Rio Branco no 4º BIS — Foto: Reprodução/Twitter

g1 entrou em contato com a assessoria do 4º BIS para averiguar a veracidade das informações, que informou que trata-se de uma instrução controlada e que a quantidade usada de granadas foi mínima.

“Eles [cabos] ficam um pouco expostos ao gás para poder conhecer o material. É um gás que não é letal e, realmente, se dissipa pelo ar. Pela quantidade de granada, houve uma maior dissipação e, infelizmente, não teve como controlar, mas assim, o gás lacrimogêneo não é letal […] faz dois anos que não é feito esse tipo de instrução aqui no nosso quartel. Nós nem tínhamos esse tipo de material. A gente recebeu o material no final do ano passado. Daí como tem uma validade, nós utilizamos pra adestramento do nosso pessoal”, disse o sub-tenente Trindade, da Relações Públicas do 4° BIS.

Uma guarnição do Corpo de Bombeiros foi chamada para atender a ocorrência na região. De acordo com a assessoria do órgão ao g1, formou-se uma nuvem de gás que incomodou a vizinhança, mas que quando os bombeiros militares chegaram no local, já estava se dissipando.

Colaborou Dayane Leite, da Rede Amazônica Acre.

Por Renato Menezes, g1 AC