16 de julho de 2026

Vereador Carlos Bolsonaro tem pedido de renovação de porte de arma negado pela Polícia Federal

Vereador Carlos Bolsonaro tem pedido de renovação de porte de arma negado pela Polícia Federal

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), teve seu pedido de renovação do porte de arma negado pela Polícia Federal (PF). O requerimento foi feito no dia 4 de julho na PF do Rio e buscava a concessão de porte de arma de fogo com abrangência nacional e validade de 5 anos, substituindo o porte anterior que havia vencido. Carlos Bolsonaro alegou continuar preenchendo o requisito da “efetiva necessidade” devido ao risco associado à sua atividade profissional como vereador municipal e a ameaças que afirmou estar sofrendo, incluindo ameaças ao ex-presidente e à sua família. No entanto, a PF indeferiu o pedido, argumentando que não foram comprovadas ameaças ou riscos individualizados que justificassem a concessão excepcional do porte.

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Carlos Bolsonaro, vereador pelo estado do Rio de Janeiro, entrou com um requerimento na Polícia Federal em 4 de julho buscando a renovação da concessão de porte de arma de fogo. A justificativa apresentada foi a “efetiva necessidade” devido à natureza de sua atividade profissional, alegando que ser vereador municipal o expõe a riscos e ameaças constantes. Além disso, ele destacou sua condição de filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e a investigação em andamento pela PF sobre ameaças dirigidas à sua família.

Carlos Bolsonaro também compartilhou vídeos nas redes sociais mostrando homens armados fazendo ameaças e mencionando a possibilidade de atentar contra o ex-presidente. Essas postagens visavam reforçar sua argumentação sobre a necessidade do porte de arma para sua segurança pessoal.

A direção da PF no Rio de Janeiro indeferiu o pedido de renovação do porte de arma de Carlos Bolsonaro. Segundo a PF, a documentação apresentada não foi suficiente para comprovar a efetiva necessidade por ameaças e riscos individualizados que justificassem uma concessão excepcional do porte de arma. De acordo com a avaliação da PF, as ameaças e riscos enfrentados pelo vereador não se diferenciavam dos perigos habituais enfrentados por outros profissionais que exercem a mesma atividade.

Até o momento da última atualização da reportagem, Carlos Bolsonaro não havia recorrido da decisão da PF. No entanto, ele ainda possui a opção de recorrer até às 23h59 desta sexta-feira (21) para tentar reverter a negativa de renovação do porte de arma.

O indeferimento do pedido de renovação do porte de arma de Carlos Bolsonaro pela Polícia Federal levanta questões sobre os critérios utilizados para a concessão excepcional do porte, bem como sobre as medidas de segurança adotadas para proteger figuras públicas em cargos políticos. A situação evidencia a complexidade envolvida na tomada de decisões relacionadas à segurança de autoridades e a necessidade de um debate amplo e transparente sobre o tema. A equipe da TV Globo buscou contato com o vereador, mas, até o momento, não obteve retorno.