O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, o “Mineiro”, esteve no Palácio do Planalto pelo menos uma vez, em janeiro de 2024, de acordo com registros da portaria obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.
Em delação premiada fechada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), “Mineiro” disse atuar como “homem da mala” do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
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do Metrópoles
O nome dele não aparece na agenda oficial de nenhuma das autoridades que trabalham no Palácio do Planalto.
Na delação, Freixo diz que seu trabalho para Vorcaro envolvia converter valores em dinheiro vivo e entregar quantias em malas, que levavam entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão. Freixo disse em sua delação ter movimentado cerca de R$ 1,3 bilhão nessa atividade entre 2020 e 2025.
Na delação, Mineiro diz entender que os valores eram destinados ao pagamento de comissões e vantagens indevidas.
Como mostrou o Metrópoles na coluna de Igor Gadelha, Antônio Carlos Freixo Júnior disse à PGR ter vídeos que mostram a entrega de malas de dinheiro a pessoas definidas por Daniel Vorcaro.
Antônio Carlos Freixo Júnior surgiu no noticiário em maio deste ano, quando reportagens revelaram os pagamentos de Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, uma cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Freixo é o dono da empresa Entre Investimentos, usada por Vorcaro para o investimento no filme. Vorcaro aportou pelo menos US$ 14 milhões na produção, o equivalente a R$ 72 milhões segundo o câmbio da época.
O dinheiro foi do Master para a Entre Investimentos, de Freixo, e, de lá, para um fundo de investimentos aberto no estado do Texas, o Havengate Development Fund.
O fundo é administrado pelo advogado Paulo Calixto, que é próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
A coluna procurou a Secretaria de Comunicação da Presidência da República para comentários, mas ainda não houve resposta. Freixo também foi procurado por meio de mensagens, mas não respondeu. O espaço segue aberto.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Andre Shalders.




