Os casos de abandono de incapaz no Acre 2025 apresentaram redução de 14,4% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Apesar da queda no número de ocorrências, o estado continua registrando uma taxa superior à média nacional, mantendo o alerta para a proteção de crianças e adolescentes.
Enquanto o Acre registrou avanço positivo, o cenário brasileiro foi o oposto. Em todo o país, os casos de abandono de incapaz envolvendo vítimas de até 17 anos cresceram 18,5%, passando de 12.641 registros em 2024 para 14.815 em 2025.
No estado acreano, os registros caíram de 150 para 126 ocorrências, consolidando uma redução de 14,4% no período analisado.
Apesar desse resultado, a taxa estadual permanece elevada. Em 2025, o Acre contabilizou 46,5 casos para cada 100 mil habitantes, índiceOs dados mostram que a maior redução ocorreu entre adolescentes de 14 a 17 anos. Nessa faixa etária, os registros diminuíram de 28 para significativamente superior à média nacional, de 29,4 casos por 100 mil habitantes.
Queda foi maior entre adolescentes
Os dados mostram que a maior redução ocorreu entre adolescentes de 14 a 17 anos. Nessa faixa etária, os registros diminuíram de 28 para 13 casos, uma queda de 52,2%.
Entre crianças de 10 a 13 anos, também houve recuo expressivo, com os casos passando de 45 para 34 registros, redução de 24,5%.
Crianças de 5 a 9 anos registraram aumento
O levantamento aponta que nem todas as faixas etárias seguiram a mesma tendência.
Entre crianças de 5 a 9 anos, houve aumento de 8,3% nas ocorrências, passando de 47 para 50 registros em um ano.
Já entre crianças de até 4 anos, a redução foi discreta: os casos caíram de 30 para 29.
Dados reforçam necessidade de políticas públicas
Embora a redução geral seja um indicador positivo para o Acre, os números revelam que o estado ainda enfrenta desafios importantes na proteção da infância e da adolescência.
A taxa acima da média nacional demonstra que o enfrentamento ao abandono de incapaz continua exigindo investimentos em políticas públicas, fortalecimento da rede de proteção e ações preventivas voltadas às famílias em situação de vulnerabilidade.





