
A Secretaria Estadual de Saúde do Acre vai dar início à campanha de multivacinação para crianças e adolescentes menores de 15 anos em todo estado. O objetivo é atualizar a caderneta de vacinação da população e, assim, impossibilitar o retorno e o agravamento de doenças já erradicadas, como a poliomielite, rubéola, tétano e coqueluche, por exemplo.
“A campanha de multivacinação acontece todos os anos, geralmente em outubro, objetivando atualizar a situação vacinal de crianças e adolescentes. Excepcionalmente em 2023, por conta do caso de poliomielite confirmado no país vizinho, o Ministério da Saúde antecipa a campanha apenas para os estados do Acre e Amazonas. Nosso estado está classificado em alto risco para reintrodução de doenças controladas, eliminadas. E portanto, não devemos deixar a reintrodução dessas doenças pelo nosso estado. São doenças com alto grau de incapacitação e letalidade para crianças e adolescentes”, alertou Renata.
Entre as doenças que a coordenadora cita estão: a poliomielite, sarampo, difteria e coqueluche, dentre outras que podem ser prevenidas através da vacinação.
Meta geral
A meta é vacinar 8 mil crianças menores de cinco anos contra a poliomielite. E a campanha de multivacinação pretende alcançar 14 mil crianças, com intuito de atualizar a caderneta de vacinação.
Desde 2019, a vacinação de crianças menores de 5 anos vem caindo. Nenhum estado brasileiro atingiu o índice superior a 95% de imunizados.
A poliomielite (paralisia infantil) é uma doença contagiosa aguda causada por vírus que pode infectar crianças e adultos e, em casos graves, pode acarretar paralisia nos membros inferiores. A vacinação é a única forma de prevenção.
No Brasil, não existem casos da doença desde 1989. Em 1994, o país recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a certificação de área livre de circulação do vírus da poliomielite.
Alerta Unicef
Mais de 5,6 mil crianças não receberam nenhuma dose da vacina contra a poliomielite no Acre entre os anos de 2019 e 2021. É o que aponta o relatório “Situação Mundial da Infância 2023: Para cada criança, vacinação”, lançado pelo Unicef no mês passado.
No ano passado, a campanha de imunização contra a pólio no estado teve a pior cobertura vacinal do país, com 38,6% do público-alvo vacinado.
Com esses dados e considerando o caso confirmado no Peru, a 500 km da fronteira com o Acre e o Amazonas, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) iniciou uma campanha para alertar sobre a necessidade da imunização contra a doença.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda a vacinação de crianças contra a pólio a partir de 2 meses até menores de 5 anos. As três doses do esquema básico devem ser dadas aos dois meses, aos quatro meses e aos seis. Também são indicadas duas doses de reforço como gotinhas: uma aos 15 meses e outra aos quatro anos de idade.
Por: G1 – Acre.



