Uma queda dentro de casa pode acontecer em poucos segundos, mas as consequências podem acompanhar a vítima por semanas ou até meses. O caso de Hendy Ohara chamou atenção, recentemente, depois que ela revelou ter sofrido uma queda na escada e fraturado a bacia. O episódio reforça um alerta para os acidentes domésticos, frequentemente subestimados.
Escadas fazem parte da rotina, mas fatores como falta de corrimão, iluminação inadequada, pisos escorregadios, objetos no caminho e até diferenças entre os próprios degraus podem aumentar o risco de perda de equilíbrio. Em uma queda, regiões como quadril, bacia, coluna e membros podem sofrer impactos importantes.
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Gravidade da queda
Para o ortopedista e cirurgião de quadril Luiz Henrique Silveira Rodrigues, a gravidade de uma queda não depende apenas da altura da escada. A forma como o corpo se movimenta durante o acidente e a região que recebe o impacto também são determinantes para o tipo de lesão.
“Uma queda de escada pode produzir diferentes tipos de lesão. Dependendo da posição do corpo no momento do impacto, podem ocorrer fraturas na bacia, no quadril, na coluna, nos punhos e nos membros inferiores. Por isso, mesmo quando a pessoa acredita que sofreu apenas uma pancada, é importante observar a evolução dos sintomas e procurar avaliação médica diante de dor persistente ou dificuldade para se movimentar”, explicou.
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do Metrópoles
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Acidente doméstico de Hendy Ohara: como tornar as escadas mais seguras
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Hendy Ohara precisou ser hospitalizada
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Hendy Ohara está internada
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Hendy Ohara sofreu uma fratura na escada de casa
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Hendy Ohara sofreu uma queda na escada de casa
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Hendy Ohara grava vídeo para o Instagram
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Hendy Ohara compartilha sua rotina nas redes sociais
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Hendy Ohara posa durante jantar
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Quando a queda exige atenção
Depois de um tombo, é comum que a pessoa tente retomar a rotina, acreditando que se trata apenas de uma contusão. Entretanto, nem todas as fraturas apresentam deformidades visíveis e alguns sintomas podem se intensificar com o passar das horas.
Dor forte ou persistente, dificuldade para caminhar ou apoiar o peso do corpo, limitação dos movimentos, perda de força, formigamento ou dormência são sinais que merecem avaliação profissional.
“Nem toda fratura provoca uma alteração visível. Algumas lesões podem inicialmente se manifestar apenas por dor e limitação funcional. Por isso, o exame físico e, quando necessário, os exames de imagem são fundamentais para identificar a extensão do trauma e definir a melhor conduta”, orientou ele.
Uma escada segura
A prevenção, porém, não depende apenas da atenção de quem utiliza a escada. As características construtivas do ambiente também podem interferir diretamente na segurança. Segundo o engenheiro civil Victor Henriques, o dimensionamento correto dos degraus é um dos pontos fundamentais para evitar acidentes.
“Do ponto de vista da segurança da edificação, alguns cuidados simples podem reduzir significativamente o risco de acidentes em escadas. O corrimão deve estar firme e em altura adequada, os degraus precisam ter superfície regular e antiderrapante, e a iluminação deve ser suficiente para permitir que a pessoa identifique claramente cada degrau”, pontuou, antes de completar:
“Também é fundamental respeitar a padronização das dimensões da escada, evitando diferenças na altura dos espelhos ou na profundidade dos pisos, porque uma variação aparentemente pequena pode alterar o ritmo da passada e provocar um desequilíbrio”, destacou o especialista.
Algumas dicas
O engenheiro ressaltou, ainda, que o projeto deve considerar a circulação de acordo com a finalidade do espaço: “Também precisam ser observados os patamares entre os lances de escada e a largura mínima adequada para cada tipo de uso. Esses elementos não são apenas questões de projeto ou estética, mas fazem parte da segurança e da acessibilidade do ambiente”, acrescentou.
Outro recurso simples é a instalação de fitas ou perfis antiderrapantes nas bordas dos degraus, especialmente em locais onde há maior possibilidade de escorregamento. Corrimãos frouxos, revestimentos soltos e degraus danificados também devem ser corrigidos.
“Além disso, é importante evitar tapetes soltos, objetos ou qualquer obstáculo na circulação. Uma escada precisa ser projetada e mantida para facilitar o deslocamento, e não para criar uma situação de risco dentro da própria residência”, alertou Victor Henriques.
Atenção aos idosos
O risco de quedas tende a ser ainda mais relevante entre pessoas mais velhas, que podem apresentar alterações de equilíbrio, redução da força muscular, dificuldades visuais ou outras condições que comprometem a estabilidade.
“Prevenir quedas também significa cuidar da condição musculoesquelética. Manter força muscular, equilíbrio e mobilidade ajuda o organismo a responder melhor a situações de desequilíbrio. A prevenção deve envolver tanto a adaptação do ambiente quanto os cuidados com a saúde da própria pessoa”, comentou Luiz Henrique Silveira Rodrigues.
Risco dos telefones
O uso de celular durante a subida ou descida da escada também merece atenção. A distração pode fazer com que um degrau seja ignorado ou que um obstáculo não seja percebido a tempo.
“Escadas exigem atenção e percepção do ambiente. O ideal é evitar o uso do celular durante a subida ou descida, principalmente quando isso impede que a pessoa utilize o corrimão adequadamente. São mudanças simples de comportamento que podem contribuir para reduzir o risco de acidentes”, opinou o ortopedista.
Lesão significativa
O caso de Hendy Ohara mostra que uma queda doméstica, mesmo ocorrendo em um ambiente familiar, pode resultar em uma lesão significativa. A prevenção passa por uma combinação de fatores: atenção durante a circulação, condições adequadas de iluminação e piso, manutenção da estrutura e um projeto que respeite critérios de segurança.
Mais do que uma questão de conforto, uma escada bem planejada pode ser uma importante ferramenta de prevenção, especialmente em casas onde circulam crianças, idosos ou pessoas com alguma limitação de mobilidade.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Fábia Oliveira.




