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Acre ocupa 23ª posição no ranking de sustentabilidade social e acende alerta sobre desafios sociais

Acre aparece entre os estados com pior desempenho nacional e resultado chama atenção para problemas de pobreza, saúde, saneamento e vulnerabilidade social.

Samoel Andrade Por Samoel Andrade

O Acre ocupa a 23ª posição no ranking de sustentabilidade social entre os 27 estados brasileiros e o Distrito Federal, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados de 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). No recorte regional, o estado aparece na 8ª colocação entre as unidades federativas da Região Norte.

O resultado coloca o Acre entre os estados com desempenho mais baixo no indicador nacional e chama atenção para desafios relacionados à vulnerabilidade social, saúde, pobreza, moradia, saneamento e condições de trabalho.

Ranking considera 16 indicadores sociais

O pilar de Sustentabilidade Social representa 11,3% da nota final do ranking e procura medir o nível de vulnerabilidade da população em diferentes fases da vida.

A avaliação não se limita aos indicadores de renda. A metodologia considera um conjunto de fatores relacionados às condições de vida da população e à capacidade das políticas públicas de prevenir ou reduzir situações de vulnerabilidade.

Entre os 16 indicadores analisados estão a inadequação de moradia, o número de famílias abaixo da linha da pobreza, a desigualdade de renda, o acesso à água e ao esgotamento sanitário, os anos potenciais de vida perdidos e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Também entram na avaliação indicadores relacionados à saúde e à proteção social, como mortalidade materna, mortalidade precoce, mortalidade infantil, desnutrição e obesidade infantil e cobertura vacinal.

O levantamento ainda considera questões relacionadas ao equilíbrio racial, trabalho infantil e trabalho escravo.

Acre fica atrás de outros estados da Região Norte

Na classificação apresentada pelo levantamento, o Acre aparece atrás de parte dos estados da Região Norte.

Tocantins ocupa a 12ª posição nacional, seguido pelo Amazonas, na 16ª colocação, e Rondônia, na 18ª. O Acre aparece em 23º lugar.

Na sequência regional, Roraima está na 24ª posição, o Amapá ocupa a 25ª colocação e o Pará aparece em 26º lugar.

O resultado mostra diferenças importantes entre os estados da região e coloca a sustentabilidade social como um dos pontos que ajudam a compreender as condições de vida e a vulnerabilidade da população.

Indicadores vão além da renda

Um dos aspectos considerados pelo ranking é que a sustentabilidade social não está relacionada apenas à situação econômica das famílias.

Problemas de moradia, falta de acesso adequado à água e ao esgotamento sanitário, dificuldades na área da saúde e situações de vulnerabilidade no mercado de trabalho também fazem parte da avaliação.

Dessa forma, o desempenho de um estado no indicador é influenciado por diferentes dimensões da realidade social.

A proposta é avaliar não apenas a existência de problemas já instalados, mas também a capacidade de prevenção de situações que possam aumentar a vulnerabilidade da população ao longo do tempo.

Sustentabilidade social também impacta a economia

De acordo com a metodologia do levantamento, existe uma relação entre sustentabilidade social e competitividade econômica.

A redução da vulnerabilidade pode ampliar as oportunidades de participação da população na economia. Com mais pessoas inseridas em condições adequadas de trabalho e com acesso a serviços essenciais, tende a aumentar também o potencial do mercado consumidor.

Nesse sentido, os indicadores sociais não representam apenas uma fotografia das condições de vida da população, mas também podem ajudar a identificar fatores que influenciam o desenvolvimento econômico de longo prazo.

Para o Acre, a 23ª colocação nacional reforça a dimensão dos desafios relacionados à redução da vulnerabilidade social e à ampliação do acesso da população a serviços e condições básicas de vida.

Resultado coloca desafios sociais no centro do debate

A posição do Acre no ranking de Sustentabilidade Social de 2026 evidencia a necessidade de acompanhar indicadores que vão desde pobreza e desigualdade até saúde, saneamento, moradia e proteção de crianças e trabalhadores.

O desempenho também permite comparar o estado com outras unidades da Federação e observar quais áreas concentram os principais desafios para a melhoria das condições sociais.

Em um estado marcado por grandes distâncias territoriais e diferenças no acesso a serviços públicos, os indicadores de sustentabilidade social ganham importância para o planejamento de políticas públicas e para a definição de prioridades.