O Acre entra em alerta para risco da mosca-da-carambola após o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) classificar o estado como uma das unidades da Federação de alto risco para a introdução da praga. A nova classificação foi publicada nesta quinta-feira (27) no Diário Oficial da União e coloca o Acre ao lado de Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão na faixa de maior risco.
A medida não significa que a mosca-da-carambola tenha sido encontrada no Acre. O enquadramento indica que o estado está mais vulnerável à chegada e à disseminação do inseto e deverá receber atenção das autoridades de defesa vegetal.
Acre passa a ser considerado área de alto risco
A nova classificação foi estabelecida pela Portaria SDA/MAPA nº 1.675, assinada pelo Ministério da Agricultura e publicada no Diário Oficial da União.
O documento dividiu as unidades da Federação brasileiras em três níveis de risco para a introdução da Bactrocera carambolae, nome científico da mosca-da-carambola.
O Acre foi incluído na categoria de alto risco, juntamente com Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.
Alerta não significa que a praga chegou ao Acre
Um dos pontos mais importantes da nova medida é que não há indicação de ocorrência da mosca-da-carambola no Acre.
A classificação considera o risco de introdução da praga a partir de áreas onde sua presença já foi confirmada.
Portanto, o novo status funciona como um alerta fitossanitário e não como uma confirmação de que o inseto já esteja presente no território acreano.
Praga ameaça produção de frutas
A mosca-da-carambola é considerada uma praga quarentenária e representa um dos principais riscos à fruticultura brasileira.
Segundo o Mapa, o inseto é polífago, ou seja, pode atacar diferentes espécies de frutas, dificultando seu controle. As fêmeas depositam ovos nos frutos, onde posteriormente se desenvolvem as larvas.
A presença da praga pode provocar prejuízos econômicos para produtores e afetar a circulação de produtos vegetais.
Comércio de frutas pode ser afetado
O avanço da mosca-da-carambola também preocupa por causa das possíveis restrições sanitárias.
Quando a praga é detectada em determinada região, podem ser adotadas medidas de controle e restrições ao trânsito de frutas e outros produtos vegetais.
Para produtores acreanos, a prevenção é considerada fundamental para evitar que o inseto se estabeleça no estado e provoque impactos na produção e na comercialização.
Amazonas já possui municípios em quarentena
A preocupação aumenta porque o estado do Amazonas possui municípios classificados como áreas sob quarentena para a mosca-da-carambola.
A nova portaria declarou oito municípios amazonenses como áreas sob quarentena: Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manacapuru, Manaus, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Silves.
Outros municípios do Amazonas também foram incluídos em uma zona de proteção ou zona tampão.
Proximidade regional aumenta preocupação
A situação no Amazonas é um dos fatores que ajudam a explicar a atenção dada aos estados da região Norte.
Como a praga já possui ocorrência conhecida em áreas da Amazônia, autoridades trabalham para impedir sua dispersão para novas regiões.
O objetivo do sistema de classificação de risco é justamente antecipar ações de monitoramento e prevenção.
Acre deverá reforçar monitoramento
Com a mudança de classificação, o Acre deverá ampliar a atenção sobre a entrada e eventual disseminação da praga.
Informações divulgadas nesta quinta-feira apontam que o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) deverá ampliar a estrutura de monitoramento existente no estado.
A rede de monitoramento utiliza armadilhas para ajudar na detecção precoce do inseto.
Estado deverá ampliar rede de armadilhas
A estrutura de vigilância é uma das principais ferramentas utilizadas para identificar rapidamente uma eventual presença da mosca-da-carambola.
Segundo informações divulgadas sobre o novo enquadramento, o Acre deverá chegar a 100 armadilhas destinadas ao monitoramento da praga.
A detecção precoce é considerada essencial para permitir uma resposta rápida e reduzir as chances de disseminação.
Por que a mosca-da-carambola preocupa?
A Bactrocera carambolae pode atacar diferentes espécies de frutas e provocar perdas na produção.
O Mapa classifica a espécie como uma das principais ameaças à fruticultura nacional justamente pela variedade de hospedeiros e pela dificuldade de controle.
Uma eventual introdução no Acre poderia exigir medidas de contenção para impedir que a praga se espalhasse para outras áreas produtoras.
Outros estados também estão em alerta
Além do Acre, foram classificados como de alto risco:
- Rondônia;
- Mato Grosso;
- Tocantins;
- Maranhão.
Outros estados foram enquadrados nas categorias de risco médio e baixo, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Mapa.
Nova regra substitui classificação anterior
A nova portaria entrou em vigor na data de sua publicação e substituiu normas anteriores relacionadas à classificação de risco da mosca-da-carambola.
Entre as normas revogadas estão a Portaria SDA/MAPA nº 1.503, de dezembro de 2025, e a Instrução Normativa SDA/MAPA nº 2, de janeiro de 2018.
A atualização acompanha a situação atual da praga e as mudanças no cenário fitossanitário brasileiro.
O que muda para o Acre?
Na prática, a nova classificação aumenta a atenção sobre a entrada da praga no estado.
O monitoramento de áreas agrícolas e a fiscalização do trânsito de produtos vegetais passam a ter ainda mais importância para evitar uma eventual introdução.
A classificação, porém, não estabelece que a mosca-da-carambola esteja presente no Acre.
Produtores devem ficar atentos
A vigilância também depende da participação de produtores rurais e demais pessoas que trabalham com frutas e produtos vegetais.
A identificação de sinais suspeitos e o acompanhamento das orientações dos órgãos de defesa agropecuária são importantes para evitar a disseminação de uma eventual ocorrência.
A estratégia principal é detectar rapidamente qualquer foco e impedir que a praga se estabeleça.
Risco é principalmente econômico e agrícola
Embora a mosca-da-carambola seja um inseto que ataca frutas, a preocupação das autoridades está principalmente nos impactos agrícolas e comerciais.
A presença da praga pode gerar medidas de controle, restrições ao trânsito de vegetais e dificuldades para comercialização de produtos oriundos de áreas afetadas.
Por isso, o monitoramento preventivo é considerado uma medida de proteção da produção agrícola.
Acre entra na faixa de maior atenção
Com a publicação da nova portaria, o Acre passa oficialmente a integrar o grupo de estados brasileiros classificados como de alto risco para a introdução da mosca-da-carambola.
A medida reforça a necessidade de vigilância na fronteira agrícola e de monitoramento permanente.
Até o momento, contudo, não há confirmação de que a praga tenha sido detectada no Acre. O alerta representa uma classificação de risco e uma medida preventiva para proteger a fruticultura estadual.




