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Acre registra mais de 320 denúncias de exposição de crianças e adolescentes em 2026, aponta levantamento oficial

Dados oficiais mostram que crianças e adolescentes concentram o maior número de denúncias e violações de direitos registradas no Acre.

Redação Por

A Acre registra mais de 320 denúncias de exposição de crianças e adolescentes em 2026, conforme dados atualizados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. O levantamento revela que o estado contabilizou 323 registros relacionados à exposição indevida de menores de idade, incluindo casos classificados como exposição com erotização.

As informações fazem parte do painel oficial da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos e evidenciam que as violações à integridade psíquica de crianças e adolescentes permanecem entre as principais preocupações na área da proteção dos direitos da infância.

Maioria dos casos envolve exposição indevida

De acordo com os dados oficiais, dos 323 registros contabilizados no Acre:

  • 290 casos referem-se à exposição indevida de crianças e adolescentes;
  • 33 ocorrências foram classificadas como exposição com erotização.

A exposição indevida pode ocorrer por meio da divulgação não autorizada de fotografias, vídeos, informações pessoais ou situações que exponham crianças e adolescentes ao constrangimento público, comprometendo sua privacidade, dignidade e segurança.

Já os casos de exposição com erotização representam uma violação ainda mais grave, pois envolvem conteúdos, comportamentos ou contextos incompatíveis com o desenvolvimento infantil e juvenil, aumentando a vulnerabilidade a diferentes formas de violência.

Crianças e adolescentes concentram maior número de violações

O levantamento também mostra que, até julho de 2026, o Acre registrou:

  • 867 denúncias de violações de direitos humanos;
  • 6.932 violações identificadas nas denúncias recebidas.

Entre todos os grupos atendidos, crianças e adolescentes aparecem como os mais afetados, concentrando:

  • 473 denúncias;
  • 3.149 violações de direitos.

Os dados reforçam a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção da infância e adolescência, especialmente em ambientes presenciais e digitais.

Ambiente digital exige atenção redobrada

Com o crescimento do uso de redes sociais, aplicativos e plataformas digitais por crianças e adolescentes, especialistas destacam que o acompanhamento familiar tornou-se uma das principais ferramentas de prevenção.

Entre as orientações estão:

  • acompanhar o uso da internet por crianças e adolescentes;
  • orientar sobre privacidade e segurança digital;
  • evitar a divulgação excessiva de imagens e informações pessoais;
  • manter diálogo permanente sobre os riscos do ambiente virtual;
  • incentivar que crianças comuniquem imediatamente qualquer situação que provoque medo, vergonha ou desconforto.

Essas medidas ajudam a reduzir situações de exposição indevida e fortalecem a proteção contra diferentes formas de violência.

Violência psicológica também deixa marcas

Embora muitas vezes menos visíveis do que a violência física, as violações relacionadas à exposição indevida podem provocar consequências significativas para o desenvolvimento emocional e psicológico de crianças e adolescentes.

Especialistas alertam que situações de constrangimento, humilhação pública ou divulgação indevida de conteúdos podem comprometer a autoestima, a convivência social e a saúde mental das vítimas, reforçando a importância da prevenção, da denúncia e da proteção integral prevista na legislação brasileira.

Por Samoel Andrade