Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) sobre a incidência de malária entre gestantes brasileiras e divulgado na revista Lancet Regional Health – Americas, indica que houve uma redução de, aproximadamente, metade dos casos entre 2004 e 2018. Apesar da redução, municípios do Acre se encontram entre as cidades com alta incidência de malária gestacional.
O grupo de pesquisadores analisou a doença durante 15 anos, com dados de 61.833 mulheres com malária gestacional no Brasil, obtidos do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Malária (Sivep-Malária), do Ministério da Saúde. Segundo os resultados, além de municípios do Acre, cidades do Amazonas, Rondônia e Pará também apresentaram alta incidência da enfermidade em gestantes.
Doença em gestantes
As grávidas fazem parte de um dos principais grupos de risco para a doença, que é causada por protozoários do gênero Plasmodium e transmitida pelo mosquito Anopheles. As mulheres grávidas infectadas correm mais risco de sofrer com anemia grave, parto prematuro, aborto e natimortalidade e o feto pode apresentar microcefalia ou crescimento prejudicado no útero.
Além disso, o estudo revela indícios de que o esquema de tratamento dessas pacientes pode não estar sendo feito da maneira correta, pois foi notado um percentual elevado de um medicamento contraindicado durante a gravidez, que pode provocar a destruição dos glóbulos vermelhos do sangue do feto e pode causar um aborto espontâneo. Com as informações é possível nortear o Ministério da Saúde com políticas públicas para controle da doença.





