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Acre fica fora do levantamento do Banco Central sobre atividade econômica regional

Estado segue sem dados próprios do principal indicador regional do Banco Central e permanece fora das comparações econômicas estaduais.

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O Acre fica fora do levantamento do Banco Central sobre atividade econômica regional e continua sem uma série própria no Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), divulgado pela instituição. Os dados mais recentes foram publicados na sexta-feira (24) e mostram que, mesmo após a ampliação da cobertura do indicador, o estado segue sem informações individualizadas.

O IBCR é considerado um dos principais indicadores utilizados para acompanhar o desempenho da economia brasileira, reunindo dados dos setores da agropecuária, indústria e serviços.

Acre permanece sem indicador próprio

Desde abril deste ano, o Banco Central passou a incluir os estados do Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte no levantamento.

Entretanto, o Acre permanece ao lado de Amapá, Rondônia, Roraima, Tocantins, Alagoas, Paraíba, Piauí, Sergipe e Distrito Federal entre as unidades da federação que ainda não possuem dados específicos divulgados pelo indicador.

Com isso, o desempenho da economia acreana continua sendo analisado apenas de forma agregada na Região Norte.

Região Norte registra crescimento

Mesmo sem dados individuais do Acre, a Região Norte apresentou crescimento acumulado de 2,3% nos 12 meses encerrados em maio.

O resultado ficou:

  • acima do Sudeste (1,6%);
  • acima do Sul (2,2%);
  • abaixo do Nordeste (2,7%);
  • abaixo do Centro-Oeste (3,1%).

Entre os estados nortistas contemplados pelo levantamento, o Pará registrou alta de 2,9%, enquanto o Amazonas teve crescimento de 0,9%, um dos menores índices do país.

Rio de Janeiro lidera atividade econômica

No cenário nacional, o Rio de Janeiro apresentou o maior crescimento da atividade econômica, acumulando alta de 5% em 12 meses, impulsionado principalmente pela produção de petróleo.

Na sequência aparecem:

  • Espírito Santo (3,9%);
  • Mato Grosso do Sul (3,7%);
  • Mato Grosso (3,6%).

Já São Paulo registrou crescimento de apenas 0,4%, reflexo do impacto dos juros elevados sobre a indústria de transformação e os investimentos.

Enquanto o Banco Central não amplia novamente a cobertura do IBCR, o Acre permanece sem um indicador próprio que permita acompanhar oficialmente a evolução da atividade econômica estadual.