Composta em maioria por presidiários monitorados por tornozeleira eletrônica do sistema penitenciário do Acre, a Cooperativa Unidos Pelo Direito de Viver (CUPDV), primeira do gênero no Brasil a funcionar legalmente, começa a prosperar.
Um dos primeiros associados, Roberto Moura, que passou 17 anos recolhido em uma das celas Unidade de Recuperação Social Dr. Francisco d’Oliveira Conde, e que ganhou liberdade no início deste ano, disse que a criação da cooperativa será a verdadeira salvação de presos monitorados. “Muitos voltam ao sistema penal unicamente por falta de um trabalho para poder sustentar sua família. Já estou engajado na luta, que será a redenção de muita gente. Espero que o benefício seja estendido a outras pessoas que já cumpriram suas penas e continuam desempregadas por puro preconceito”, concluiu o monitorado.
Outra que já está sendo beneficiada como cooperada é Jaine França, que passou quatro anos presa e chega a vibrar com o sucesso da cooperativa e vê na sua frente a oportunidade de dar uma guinada em sua vida. “Hoje eu me agarrei nessa oportunidade da UPDV estar dando para voltar a reintegrar a sociedade. Fico feliz em poder ajudar quem realmente quer ser ajudado a sair de vez do crime”, disse.
De acordo com Janete Patrícia, que foi eleita presidente da cooperativa, a instituição já existe de fato e de direito, inclusive possuindo o CNPJ que permite fazer qualquer tipo de contrato “Estamos em busca de uma parceria com o Governo do Estado, com o Instituto de Administração Penitenciário (IAPEN) e empresários para que venham apoiar essa iniciativa, que é a primeira a nível nacional”, concluiu a dirigente.
Robson Alencar é secretário da entidade e um dos mais esforçados para que a cooperativa alcance sucesso esperado. Ele atua no ramo de confecções e está cuidando da parte de capacitação dos cooperados. Segundo ele, já fez uma parceria com o IPTEC, que proporcionará cursos profissionalizantes para os cooperados, dentre eles costureiro, eletricista e outros.
Via AC24HORAS




