O Acre ganhou destaque nacional no indicador de Pesquisa Científica do Ranking de Competitividade dos Estados 2026. Com nota 21,8 pontos, em uma escala de 0 a 42, o estado aparece na 14ª posição entre as unidades da Federação avaliadas e ocupa o primeiro lugar entre os estados da Região Norte.
Acre fica à frente dos demais estados do Norte
Na comparação regional, o Acre aparece com 21,8 pontos e ocupa a liderança entre os estados da Região Norte.
O Amazonas aparece na 15ª colocação nacional, com 21,6 pontos. Na sequência estão o Maranhão, em 16º lugar, com 21,4 pontos, e o Amapá, na 17ª posição, com 20,6 pontos.
Na sequência da classificação regional, aparecem Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, respectivamente nas posições 20ª, 24ª, 26ª e 27ª.
O resultado mostra uma diferença relativamente pequena entre Acre, Amazonas e Maranhão nas primeiras posições do recorte regional, com apenas 0,4 ponto separando o Acre do Maranhão.
Pesquisa científica faz parte do pilar de Inovação
O indicador de Pesquisa Científica integra o pilar de Inovação do Ranking de Competitividade dos Estados.
De acordo com a metodologia do CLP, o pilar de inovação reúne diferentes indicadores, entre eles investimentos públicos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), patentes, bolsas de mestrado e doutorado, estrutura de apoio à inovação, pesquisa científica, informação e comunicação e empresas de alto crescimento.
Isso significa que o resultado obtido pelo Acre em pesquisa científica não corresponde à posição geral do estado no Ranking de Competitividade. Trata-se de um recorte específico dentro da dimensão de inovação.
O próprio CLP destaca que o ranking utiliza um conjunto amplo de indicadores para apresentar um diagnóstico comparativo das 27 unidades da Federação.
Como o indicador de Pesquisa Científica é calculado
A metodologia utilizada pelo CLP considera a média ponderada das notas de pesquisa científica do Ranking Universitário Folha (RUF) pelo número de matrículas.
Os dados utilizados para esse indicador têm como fontes o RUF e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com referência ao Censo da Educação Superior.
Na prática, o cálculo busca considerar o desempenho das instituições de ensino superior em pesquisa levando em conta também o número de estudantes matriculados.
O método permite construir uma medida comparativa entre os estados a partir do desempenho das instituições de ensino superior presentes em cada unidade da Federação.
O que é avaliado na pesquisa científica
A dimensão de pesquisa científica reúne diferentes aspectos da produção acadêmica.
Entre os fatores considerados estão a quantidade de publicações e citações em periódicos indexados, a produção científica por docente, as citações por professor e o impacto das citações.
Também entram na avaliação as publicações realizadas em revistas brasileiras, os recursos captados para pesquisa, as bolsas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o número de teses defendidas.
Dessa forma, a pontuação não representa apenas a quantidade de universidades ou estudantes de determinado estado. O indicador procura medir diferentes componentes relacionados à produção e ao impacto da pesquisa científica.
Acre supera estados de diferentes regiões
Além da liderança regional, a pontuação de 21,8 coloca o Acre à frente de diversos estados de outras regiões do país no indicador.
Entre os estados citados na comparação estão São Paulo, com 19,8 pontos; Pará, com 19,3; Rio de Janeiro, com 18,3; Goiás, com 17,1; Paraná, com 13,8; e Roraima, com 13,4.
O resultado chama atenção porque o indicador considera exclusivamente o desempenho em pesquisa científica, e não a posição geral dos estados no Ranking de Competitividade.
Por isso, a classificação não deve ser interpretada como um ranking geral de desenvolvimento científico, econômico ou social das unidades federativas, mas como um recorte específico dentro da metodologia do levantamento.
Distrito Federal aparece na primeira posição
Na classificação nacional apresentada para o indicador, o Distrito Federal ocupa a primeira colocação, com 34 pontos.
Pernambuco aparece na segunda posição, com 31 pontos, enquanto o Espírito Santo também registra 31 pontos.
O Acre, com 21,8 pontos, aparece na 14ª colocação nacional.
A posição coloca o estado acreano no meio superior da classificação nacional desse indicador, ao mesmo tempo em que garante a liderança entre os estados da Região Norte.
Resultado não representa o ranking geral de competitividade
Um ponto importante para a interpretação dos dados é diferenciar o indicador de Pesquisa Científica do Ranking Geral de Competitividade dos Estados.
O Ranking de Competitividade é composto por dez pilares temáticos e um conjunto amplo de indicadores. Entre os pilares estão educação, infraestrutura, inovação, segurança pública, capital humano, potencial de mercado, solidez fiscal, sustentabilidade ambiental e sustentabilidade social.
Assim, um bom desempenho em determinado indicador não significa automaticamente uma posição semelhante no ranking geral.
O próprio relatório técnico apresenta os diferentes pilares separadamente, permitindo identificar pontos fortes e aspectos que ainda representam desafios para cada unidade da Federação.
Inovação reúne diferentes indicadores
A pesquisa científica é apenas uma parte do pilar de inovação.
Além dela, o CLP considera fatores como investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento, número de patentes, bolsas de mestrado e doutorado, estrutura de apoio à inovação, empresas de alto crescimento e atividades relacionadas à informação e comunicação.
Essa composição permite observar o ecossistema de inovação de maneira mais ampla, considerando tanto a produção de conhecimento quanto as condições para transformar conhecimento em atividade econômica e desenvolvimento.
No caso do Acre, portanto, a liderança regional em pesquisa científica representa um dos componentes do desempenho do estado na área de inovação.
Pesquisa científica tem relação com universidades e produção acadêmica
A metodologia utilizada pelo ranking relaciona diretamente o indicador ao desempenho das instituições de ensino superior.
A produção científica acadêmica pode envolver pesquisas realizadas em universidades públicas e privadas, programas de pós-graduação, grupos de pesquisa, docentes, estudantes e estruturas de financiamento.
Publicações, citações, teses, bolsas e recursos destinados à pesquisa são alguns dos elementos utilizados para observar a capacidade de produção científica.
Esse conjunto de fatores ajuda a explicar por que o indicador utiliza dados provenientes do RUF e do Censo da Educação Superior do Inep.
Dados fazem parte de uma avaliação mais ampla
O Ranking de Competitividade dos Estados foi criado pelo Centro de Liderança Pública para produzir diagnósticos comparativos sobre as unidades federativas.
Segundo o CLP, o ranking busca oferecer uma visão ampla dos fatores que influenciam a capacidade dos estados de promover desenvolvimento e bem-estar, utilizando indicadores estruturados em diferentes áreas.
A metodologia atual trabalha com dez pilares temáticos e 100 indicadores, permitindo observar tanto o desempenho geral quanto resultados específicos de cada estado.
O material também disponibiliza relatórios técnicos e bases de dados para consulta e comparação entre as unidades federativas.
O que o resultado representa para o Acre
O desempenho de 21,8 pontos coloca o Acre em uma posição de destaque especificamente no indicador de Pesquisa Científica.
A liderança entre os estados do Norte significa que, dentro da metodologia utilizada pelo CLP, o estado apresenta a maior pontuação regional nesse recorte.
Ao mesmo tempo, a 14ª posição nacional mostra que outros estados e o Distrito Federal apresentam pontuações superiores no indicador.
O resultado, portanto, oferece um retrato específico da pesquisa científica no estado e pode ser utilizado para identificar avanços e também oportunidades de fortalecimento das universidades, da pós-graduação, da produção acadêmica e das políticas de ciência, tecnologia e inovação.
Ranking permite acompanhar diferentes áreas
Uma das características do levantamento é justamente permitir que o desempenho dos estados seja observado de maneira segmentada.
O CLP disponibiliza relatórios e planilhas da edição 2026, com os dados utilizados na composição das classificações.
A análise por indicador permite identificar diferenças que podem não aparecer quando se observa apenas a posição geral de uma unidade da Federação.
No caso do Acre, o resultado da pesquisa científica mostra um desempenho regional de destaque dentro de um dos indicadores do pilar de inovação.
Acre aparece em evidência no cenário científico regional
Com 21,8 pontos, o Acre ficou à frente dos demais estados da Região Norte no indicador de Pesquisa Científica do Ranking de Competitividade dos Estados 2026.
O desempenho foi suficiente para colocar o estado na 14ª posição nacional, em uma classificação que reúne as unidades da Federação avaliadas pelo levantamento.
O resultado também evidencia a importância dos indicadores de ciência e tecnologia para compreender o desempenho dos estados para além de aspectos econômicos tradicionais.
A pesquisa científica, ao lado de educação, inovação, formação de pesquisadores e desenvolvimento tecnológico, integra um conjunto de fatores que ajudam a dimensionar a capacidade de produção de conhecimento de cada território.
Resultado em números
- Acre: 21,8 pontos — 14º lugar nacional;
- Amazonas: 21,6 pontos — 15º lugar;
- Maranhão: 21,4 pontos — 16º lugar;
- Amapá: 20,6 pontos — 17º lugar;
- Distrito Federal: 34 pontos — 1º lugar;
- Pernambuco: 31 pontos — 2º lugar;
- Espírito Santo: 31 pontos — 2º lugar, empatado em pontuação com Pernambuco.
Os números fazem parte do recorte de Pesquisa Científica do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, e não devem ser confundidos com a classificação geral de competitividade das unidades da Federação.




