Um levantamento realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Acre (UFAC), em parceria com o Centro de Pesquisa Climática Woodwell, Universidade Estadual do Ceará (UECE) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), revela que eventos climáticos extremos que antes impactavam o Acre a cada cinco décadas agora ocorrem anualmente. A pesquisa abordou o período de 1987 a 2023, identificando 254 eventos extremos, incluindo incêndios florestais, inundações e crises hídricas.
O documento, que ampliou a documentação sobre eventos extremos na região, destaca 24 decretos municipais e estaduais de calamidade ou emergência pública emitidos entre 1997 e 2023. As cidades de Rio Branco e Cruzeiro do Sul registraram 14 e 21 eventos extremos, respectivamente, indicando um evento a cada dois anos a partir de 2005.
O estudo conclui que o Acre pode ser um dos estados brasileiros mais impactados por eventos climáticos extremos e destaca a necessidade urgente de implementar ações de adaptação em todo o estado. Os dados servem como alerta para a Amazônia como um todo, enfatizando a importância de estudos semelhantes para todos os estados da região e do Brasil, diante da crescente urgência de adaptação aos extremos climáticos.
Via ac24horas.




