
Dados do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Ministério Público do Acre (MPAC) apontam uma redução de 12,64% nos crimes de roubo em 2025, considerando ocorrências tentadas e consumadas. Ao longo do ano, o estado contabilizou 1.790 registros, contra 2.049 em 2024.
No recorte regional, a regional do Purus — formada por Sena Madureira, Santa Rosa do Purus e Manoel Urbano — apresentou o melhor desempenho na redução da violência patrimonial. Conforme os dados, houve queda de 12% nos roubos na região. No município vinculado ao 8º Batalhão da Polícia Militar, a redução foi ainda mais expressiva: 21% a menos, na comparação entre 2024 e 2025.
O resultado é atribuído ao monitoramento do Ministério Público e à atuação integrada entre Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e o Poder Judiciário, que têm possibilitado a adoção de estratégias mais assertivas e eficientes no combate ao crime patrimonial.
Oscilações ao longo do ano
A análise mensal revela um ano marcado por oscilações e forte aceleração no último trimestre. Maio foi o mês com menos registros (92), seguido por fevereiro (111) e julho (124). A partir de agosto, os números cresceram de forma contínua: 135 em agosto, 168 em setembro, 176 em outubro, 191 em novembro e 202 em dezembro, o maior volume mensal de 2025.
Somente entre setembro e dezembro, o Acre concentrou 737 roubos, o equivalente a 41% de todas as ocorrências do ano. A média mensal foi de 149 roubos, subindo para 184 nos três últimos meses, evidenciando o impacto do período de maior circulação econômica.
Roubos ocorrem mais à noite
Os dados também mostram um padrão de dia e horário. O período noturno concentrou o maior número de registros, com 786 ocorrências, seguido pela tarde (384), manhã (331) e madrugada (307). Na prática, quase metade dos roubos ocorreu após o pôr do sol.
Quanto aos dias da semana, a segunda-feira lidera, com 282 registros, seguida por sábado (269), quinta-feira (265) e sexta-feira (261). Domingo, embora com menor volume, ainda contabilizou 221 ocorrências ao longo do ano.
Em 538 casos houve uso de arma de fogo, enquanto 206 envolveram arma branca. Em relação ao meio empregado, motocicletas foram utilizadas em 346 ocorrências, e bicicletas em 89, reforçando a agilidade como fator central na execução dos crimes.



