
A Castanha-do-Brasil, reconhecida como a oleaginosa mais rica em selênio, tem sido o foco de inúmeras pesquisas por universidades brasileiras e internacionais devido aos seus inúmeros benefícios para a saúde. Um estudo recente da Universidade de São Paulo demonstrou que o selênio presente na castanha pode ajudar pacientes com comprometimento cognitivo leve e prevenir doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.
Uma reportagem do Estadão revelou que uma única castanha-do-brasil pode fornecer entre 200 a 400 microgramas de selênio, muito mais do que as 55 microgramas recomendadas diariamente para um adulto. O nutricionista Vanderlí Machiori explicou que a concentração de selênio na castanha varia de acordo com o estado de origem, e atualmente, o Acre possui o solo mais rico em selênio, superando o Pará.
Dados de produção
Pesquisadores analisaram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Embrapa sobre a produção de Castanha-do-Brasil na Amazônia Legal, região que compreende os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Roraima, Rondônia e Tocantins, representando 60% do território nacional. A produção média anual da extração de castanha-do-brasil gerou uma renda de R$ 135,3 milhões na Amazônia Legal, com o Acre contribuindo com R$ 42,8 milhões por ano.
Nos últimos três anos, o Acre produziu mais de 8,2 mil toneladas de castanha-do-brasil, totalizando 24,8 mil toneladas. O estado é vice-líder na produção do produto, ficando atrás apenas do Amazonas, que produz 12,5 mil toneladas anualmente. Na Amazônia Legal, a média anual de produção foi de 34,6 mil toneladas.
O Acre não apenas lidera em produção na Região Norte, mas também se destaca pela qualidade de sua castanha-do-brasil, que é a mais rica em selênio do país.





