Diversos acreanos denunciaram supostos golpes praticados por agências de turismo na venda de pacotes para excursões que não ocorreram, causando prejuízos significativos para os clientes. As denúncias envolvem duas agências de turismo e viagens que planejavam excursões para cidades em Rondônia no final de fevereiro e início de março. As viagens, no entanto, não aconteceram, deixando os clientes sem o serviço e sem reembolso. Uma das empresas, a Kim Turismo, negou as acusações, mas confirmou o adiamento das viagens.
“Fui com minha família, gastamos R$ 4,4 mil, e nada aconteceu. O dono da empresa apenas sugeriu que pagássemos mais R$ 500 para uma nova excursão, mas sem garantias de nada”, contou William. A empresa, Excursões Kim Turismo, segue promovendo novas viagens em suas redes sociais, sem oferecer reembolso ou compensação aos clientes afetados.
A analista Ellen Aquino e sua família também foram prejudicados pela mesma empresa. Ellen, que já havia perdido um valor com uma viagem cancelada no ano anterior, acabou pagando ainda mais para garantir sua vaga na viagem, mas também não obteve o serviço prometido. Ela relatou ter um saldo de R$ 5,1 mil perdido e contratou um advogado para buscar seus direitos.
Em resposta, João Carlos Fernandes, proprietário da Kim Turismo, alegou que o cancelamento se deu por um “problema logístico”, que impossibilitou a viagem original. Ele confirmou o adiamento para abril, mas negou a cobrança extra de R$ 500, alegando que foi apenas uma sugestão para cobrir custos adicionais do transporte.
Outros Casos de Golpes
Outro caso semelhante envolveu a recepcionista Islani Ranielly Silva de Oliveira, que, junto a familiares e outros 29 clientes, comprou pacotes para o Vale das Cachoeiras, em Rondônia, com o agente de turismo Edson Reda. A viagem não ocorreu, e os clientes ficaram sem reembolso. Segundo Islani, Reda, que se apresenta como agente de turismo há 25 anos, bloqueou as pessoas que começaram a questionar sobre o reembolso, sem mais explicações.
A influenciadora Yanna Oliveira também comprou pacotes com Reda e conseguiu realizar a viagem, mas afirmou que as condições do serviço foram totalmente diferentes do prometido. Ela relatou problemas com o transporte, a hospedagem e até a falta de quartos adequados, e planeja levar o caso à Justiça.
A Defesa das Empresas
João Carlos Fernandes, da Kim Turismo, se defendeu, afirmando que o atraso na viagem foi um imprevisto logístico. Em uma nota oficial, ele explicou que a viagem foi remarcada para abril e que a empresa está prestando assistência aos clientes. No entanto, ele não esclareceu a questão dos R$ 500 sugeridos.
Já Edson Reda, citado em outros casos, não respondeu às tentativas de contato do g1 para esclarecer os episódios envolvendo seus pacotes de turismo.







