Nove indivíduos foram levados a julgamento na Alemanha nesta segunda-feira (29) sob acusações de alta traição, tentativa de assassinato e conspiração para um golpe de Estado violento, visando instalar um aristocrata como líder nacional e impor a lei marcial.
O serviço de inteligência doméstica do país, Verfassungsschutz, passou a monitorar os Reichsbuergers em 2016. Este grupo, que afirma ter cerca de 21 mil membros e não reconhece a Alemanha moderna como um Estado legítimo, tem sido objeto de preocupação devido às suas atividades e ideologias extremistas.
Os líderes políticos do grupo, incluindo o investidor imobiliário Heinrich XIII Prinz Reuss, descendente de uma dinastia, enfrentarão o tribunal em Frankfurt no próximo mês, enquanto outro grupo de suspeitos, incluindo um astrólogo, será julgado em junho em Munique.
Segundo os promotores, o planejamento meticuloso dos suspeitos e a posse de armas de fogo e grande quantidade de dinheiro indicam um perigo real.
Até o momento, não foi possível contatar os suspeitos ou seus advogados para obter um posicionamento sobre as acusações.
Um dos acusados que compareceram ao julgamento nesta segunda-feira, referido nos documentos judiciais como Markus L., feriu gravemente um policial ao resistir à prisão, de acordo com os promotores.
Os nove indivíduos acumularam até 500.000 euros em dinheiro, além de 380 armas de fogo, 350 armas brancas e cerca de 148.000 cartuchos de munição.
Os Reichsbuergers tendem a acreditar que são cidadãos de uma Alemanha anterior, geralmente se referindo ao Reich alemão pré-Primeira Guerra Mundial, e consideram que o país foi usurpado pela República Federal atual.
Via CNN Brasil.




