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Advogada foi confundida pelo CV com traficante jurada de morte

Por Letícia Guedes
Reprodução/Instagram

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) informou que as investigações apontam que a advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes (foto em destaque), morta a tiros na noite de terça-feira (18/8) enquanto passeava com o cachorro, foi morta pelo Comando Vermelho (CV) por engano. O crime ocorreu no bairro Benedito Bentes, em Maceió (AL).

Os levantamentos apontam que ela teria sido confundida com uma traficante jurada de morte pela facção criminosa. Segundo Igor Diego, coordenador da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), a ordem era matar uma mulher que causou prejuízo à facção após perder uma pistola e cerca de 200 gramas de cocaína.

“Como ela não conseguiu arcar com esse prejuízo perante a facção do Comando Vermelho, foi decretada a execução dela”, informou.

Relembre

Ana Walesca foi morta a tiros na noite de terça-feira (18/8), enquanto passeava com um cachorro no bairro Benedito Bentes, em Maceió (AL).

Segundo a Polícia Militar de Alagoas (PMAL), a advogada foi atingida por disparos na região da cabeça e do tórax. Após o crime, durante as primeiras diligências e oitivas realizadas no local, ninguém soube informar o paradeiro do atirador, sua identidade ou a possível motivação do homicídio.

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da Coluna Mirelle Pinheiro

Ana Walesca foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Benedito Bentes.

Posteriormente, ela foi transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), no bairro do Trapiche da Barra.

A advogada, que era filha de um policial civil e sobrinha de um policial militar, não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.

Prisão e morte

Uma operação para capturar os suspeitos do crime foi deflagrada pela corporação entre a noite dessa quarta-feira (19/8) e a madrugada desta quinta-feira (20/8). Os nomes dos dois suspeitos não foram divulgados.

Um deles foi preso. O segundo suspeito, apontado como o possível autor dos disparos, morreu durante uma troca de tiros com policiais.

Segundo informações iniciais da investigação, o homem preso seria o condutor da motocicleta usada pelos criminosos no momento do assassinato. O outro suspeito, que morreu durante o confronto com os policiais, seria o executor dos disparos que atingiram a advogada.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a arma usada durante o ataque falhou pelo menos duas vezes. Mesmo assim, o criminoso continuou tentando efetuar os disparos.

Durante as diligências, uma motocicleta com características semelhantes às do veículo utilizado pelos criminosos foi apreendida. O veículo será submetido à perícia para verificar se tem relação com o homicídio.

Os celulares da advogada também foram encaminhados ao Instituto de Criminalística para perícia.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Letícia Guedes.