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Advogado da igreja Lagoinha no RJ rebate acusação de calote e explica briga por imóvel

Por Luiz Henrique Oliveira

Exclusivo Advogado da igreja Lagoinha no RJ rebate acusação de calote e explica briga por imóvel

Advogado Leonardo Girundi nega inadimplência e afirma que conflito surgiu após pedido de rescisão antecipada do contrato

Igreja Lagoinha localizada na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (Instagram)

Após a reportagem sobre a situação envolvendo a Igreja Batista da Lagoinha da Barra da Tijuca e a área ocupada pela instituição no complexo Mundo Rio Sporting, na Barra da Tijuca, o advogado da igreja, Dr. Leonardo Girundi, se manifestou ao Portal LeoDias nesta sexta-feira (21) e apresentou a versão da instituição sobre o caso. Segundo ele, a Lagoinha não possui débitos de aluguel e a disputa teria começado após um pedido de rescisão antecipada do contrato.

De acordo com Girundi, “não existe débito de aluguéis” e “qualquer informação contrária não é verdadeira”. O advogado afirma que não há parcelas vencidas e não pagas e sustenta que o que ocorreu foi uma tentativa de encerramento antecipado da relação contratual por parte dos responsáveis pela área.

Segundo a defesa da igreja, os responsáveis pela academia teriam sido notificados pelos proprietários legais de toda a área para devolução do imóvel que utilizavam. Com isso, ainda de acordo com Girundi, a academia teria posteriormente comunicado à Lagoinha que precisaria da devolução da parte ocupada pela igreja.

O advogado afirma que a igreja teria recebido uma notificação para deixar o espaço em cinco dias, mas que o contrato firmado com a Lagoinha não permitiria essa retomada imediata. Na avaliação da defesa, caso os locadores tenham interesse em encerrar antecipadamente o acordo, caberia o pagamento da multa prevista contratualmente.

“Imagine rescisão com notificação de saída de uma Igreja em 5 dias? Como o contrato estava em vigor, quem pede o imóvel antecipadamente deve pagar a multa do contrato, sendo este o real motivo de todo barulho”, declarou Girundi.

Ainda segundo o advogado, a questão teria sido levada ao departamento jurídico da igreja, que procurou os advogados da academia para tentar chegar a um entendimento. A defesa afirma, porém, que foi informada de que não haveria acordo.

Energia elétrica

Sobre a interrupção do fornecimento de energia elétrica, Girundi confirma que houve o corte e afirma que a medida teria sido tomada pelos responsáveis pela academia como uma tentativa de retirar a igreja do local. Diante da situação, a Lagoinha teria contratado um gerador para manter o funcionamento das atividades.

“Os responsáveis pela Academia cortaram o fornecimento de energia na tentativa de retirada imediata do local. Por isso, a Igreja alugou um gerador”, afirmou o advogado.

Girundi também nega qualquer irregularidade na utilização do equipamento. Segundo ele, “não existe nenhum impedimento legal ou contratual para tal atitude” e “nunca foi feito um gato ou uma ligação clandestina”.

Na versão apresentada pela defesa, as medidas adotadas pela academia serão discutidas judicialmente. O advogado afirma ainda que os responsáveis legais por toda a área passaram a disponibilizar meios para garantir o funcionamento da igreja, incluindo auxílio para o novo fornecimento de energia e medidas para tornar o espaço independente da academia. “Agora tudo está sendo tratado diretamente com quem é responsável pelo imóvel todo e não com a academia”, afirmou Girundi.

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Tags:Igreja Lagoinha

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Luiz Henrique Oliveira.