À frente da defesa de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, o advogado Marco Aurélio de Carvalho reagiu à declaração de Alfredo Gaspar (PL-AL), vice na chapa de Flávio Bolsonaro, de que o filho do presidente Lula acabará “preso” pela Polícia Federal (PF).
Na terça-feira (19/8), Gaspar afirmou à coluna que, como relator da CPMI do INSS, vê indícios de que Lulinha, assim como Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, serão investigados e presos no caso.
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Advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas
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O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha
Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles
“Talvez o candidato não tenha se dado conta de que a PF está mais perto da porta dele. Se ele prestigiasse o princípio da presunção de inocência, saberia que vale para Chico e para Francisco. Ele próprio diz que é alvo de uma injustiça. E essa verborragia talvez seja parte da estratégia diversionista de esconder as graves acusações das quais tem sido objeto, assim como o seu candidato majoritário, Flávio Bolsonaro“, pontuou Marco Aurélio à coluna, rebatendo Gaspar.
O advogado subiu o tom e afirmou ainda “duvidar” de que Gaspar sequer tenha “dois neurônios” para perceber que “não há nenhum motivo” para a prisão de Lulinha, que se mudou para a Espanha após as denúncias, e do próprio Marcola.
“Se ele tiver dois neurônios, o que eu coloco em dúvida, ele vai perceber que não há motivo nenhum para prisão do Fábio e, eventualmente, do próprio Marcola”, completou Marco Aurélio, que é coordenador do grupo Prerrogativas.
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Por enquanto, Marcola não é formalmente investigado por sua relação com a lobista Roberta Luchsinger. Já Lulinha é alvo de mais de um inquérito aberto pelo STF a pedido da PF, justamente por sua relação com a lobista e empresária.
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da Coluna Igor Gadelha
Luchsinger é apontada pelas investigações como suposta intermediária entre Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e integrantes do governo federal, no escândalo dos descontos irregulares em benefícios de pensionistas do INSS.
Gaspar fora da mira
Gaspar, por sua vez, não é oficialmente investigado. O deputado foi alvo de notícia-crime apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre suposto estupro de vulnerável. Ele cedeu seu material genético à PF para provar sua inocência.
Além disso, como mostrou a coluna, o vice de Flávio Bolsonaro tem em mãos o depoimento de um homem, filiado ao próprio PL, que sustenta que toda a denúncia teria sido supostamente “armada” contra o então relator da comissão de inquérito.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Igor Gadelha.




