O Acre foi um dos poucos estados brasileiros a registrar aumento nos roubos de veículos em 2025, segundo dados do Mapa da Segurança Pública 2026, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Enquanto o país apresentou redução de 17,58% nesse tipo de crime, o estado seguiu na direção oposta, com crescimento de 23,99% em relação ao ano anterior.
Em números absolutos, foram 460 roubos de veículos registrados em 2025, contra 371 ocorrências em 2024. O aumento representa 89 casos a mais em apenas um ano.
Além do crescimento no número de ocorrências, a taxa de roubos também aumentou, passando de 100,97 para 118,69 casos por 100 mil veículos, a maior da Região Norte.
Acre está entre os únicos estados com aumento
O levantamento mostra que apenas três unidades da federação registraram crescimento no indicador durante 2025:
- Paraíba: 32,41%;
- Acre: 23,99%;
- Pernambuco: 2,39%.
Nos demais estados, o cenário foi de redução dos roubos de veículos.
Brasil registra queda nos roubos
Em todo o país, foram contabilizados 104.409 roubos de veículos em 2025, frente aos 126.681 registros de 2024, uma redução de 22.272 ocorrências.
A taxa nacional caiu de 102,18 para 80,87 roubos por 100 mil veículos, mantendo a tendência de queda observada nos últimos anos.
Acre lidera taxa de roubos na Região Norte
Mesmo com a redução registrada na maior parte da Região Norte, o Acre encerrou 2025 com o maior índice regional de roubos de veículos.
Confira as taxas por 100 mil veículos:
- Acre: 118,69;
- Amazonas: 45,86;
- Roraima: 45,57;
- Pará: 38,83;
- Rondônia: 31,80;
- Amapá: 30,92;
- Tocantins: 30,40.
Na Região Norte como um todo, os roubos caíram 20,94%, passando de 3.993 ocorrências em 2024 para 3.157 em 2025.
Série histórica aponta redução nacional
Apesar da alta registrada no Acre, o cenário brasileiro continua de queda. Em cinco anos, os roubos de veículos diminuíram de 145.246 casos em 2020 para 104.409 em 2025, redução acumulada de 28,1%.
No mesmo período, a taxa nacional recuou 39,9%, alcançando o menor nível da série histórica do Ministério da Justiça.
Por Allyson Barros





