Alunos do Ifac criam sistema inteligente para alertar enchentes no Acre e apresentam a tecnologia durante a Expoacre 2026. O projeto, batizado de Yara Center, foi desenvolvido por estudantes do campus Sena Madureira com o objetivo de minimizar os impactos das alagações nas comunidades ribeirinhas.
A iniciativa é assinada pelos estudantes Jordana, de 19 anos, e João Augusto, de 18, que criaram uma rede de sensores capaz de monitorar, em tempo real, a elevação do nível dos rios. Quando uma situação de risco é identificada, o sistema envia alertas para dispositivos instalados nas regiões próximas e em localidades vizinhas.
“A gente desenvolveu um projeto chamado Yara Center, que tem como principal objetivo minimizar os efeitos das enchentes e também alertar as pessoas ribeirinhas”, explicou.
Um dos diferenciais da tecnologia é a capacidade de monitorar diferentes pontos ao longo do curso dos rios, oferecendo uma visão mais ampla do comportamento das águas.
“Até então, a gente tem o monitoramento de uma parte específica do rio, não de todo o percurso”, destacou a estudante.
Sistema funciona com energia solar
Pensando nas dificuldades enfrentadas pelas comunidades isoladas, os estudantes desenvolveram o equipamento para funcionar com energia solar, dispensando a necessidade de conexão com a rede elétrica convencional.
Além disso, o sistema foi projetado para compartilhar automaticamente informações entre diferentes sensores, permitindo que moradores de regiões que ainda não foram atingidas recebam alertas antecipados.
Com isso, as famílias podem retirar móveis, documentos e outros bens antes da chegada da enchente.
Projeto nasceu de uma experiência pessoal
A ideia surgiu após João Augusto vivenciar os impactos de uma enchente na própria família. Segundo Jordana, o colega precisou abandonar a casa às pressas após a residência ser invadida pela água.
“Ele teve que sair correndo de casa porque tudo alagou. Perdeu móveis e eletrodomésticos e precisou se abrigar na casa de parentes”, contou.
O nome Yara Center faz referência à lenda amazônica da Iara e busca unir tecnologia e identidade regional para enfrentar um dos principais desafios das populações ribeirinhas do Acre.
Orientados pela professora Carla Vilas Boas, os estudantes seguem aperfeiçoando o sistema e sonham em expandir a tecnologia para todo o estado.
“A expectativa é colocar um desses em todos os rios do Acre”, afirmou Jordana.




