A Agência Nacional do Cinema (Ancine) autorizou, há cinco anos, a empresa Go 7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Ltda., de Karina Gama, a captar R$ 5 milhões por meio da Lei do Audiovisual. O projeto inscrito no edital é o Mais que Vencedores, uma série documental sobre a trajetória de jogadores de futebol do movimento Atletas de Cristo.
Por meio de outra empresa, a GoUp Entertainment, Karina produziu, por meio de outra empresa, a GoUp Entertainment, o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A pedido do candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, o longa-metragem recebeu ao menos 12,5 milhões de dólares (R$ 64 milhões, na cotação atual) do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
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do Metrópoles
A coluna mostrou, por exemplo, que um projeto de jiu-jitsu, contratado pelo ICB, com recurso destinado por Frias, gastou mais de R$ 500 mil em uniformes de luta, embora os alunos treinem com roupas comuns.
Como foi a captação
Quando uma das empresas de Karina foi contemplada em um edital da Ancine, o órgão estava sob o guarda-chuva de Frias, então secretário especial da Cultura. O deputado também é roteirista de Dark Horse.
A autorização da captação do recurso foi revelada pelo Estado de S.Paulo e confirmada pelo Metrópoles após a derrubada do sigilo das investigações sobre o filme Dark Horse por determinação do ministro Flávio Dino, Supremo Tribunal Federal (STF).
O despacho que permitia a Karina Gama captar recursos da Lei do Audiovisual foi assinado em 2021 por Alex Braga, então presidente interino da Ancine — cargo que assumiu no primeiro ano do governo Bolsonaro. Em outubro daquele ano, tornou-se diretor-presidente efetivo. O mandato termina em outubro de 2026.
A empresa de Karina da Gama recebeu autorização para captar recursos para a produção audiovisual
Embora tenha conseguido a autorização para captar quase R$ 5 milhões, a Go 7 não captou nenhum real. O mecanismo de captação da Lei do Audiovisual é semelhante ao da Lei Rouanet, por meio de renúncia fiscal de empresas que apoiam projetos culturais.
No entanto, a Lei do Audiovisual é mais ampla. Além do mecenato – mecanismo comum entre ambas as leis de fomento –, as empresas podem investir e se tornar sócias dos filmes, tendo participação nos lucros.
Sem a captação dos recursos, a série documental Mais que Vencedores nunca saiu do papel.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Ramiro Brites.




