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Anvisa aprova novas indicações do medicamento Trodelvy para tratamento de câncer de mama agressivo

Decisão beneficia pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN) em estágio avançado ou metastático; registro foi publicado no Diário Oficial.

Allyson Barros Por Allyson Barros

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novas indicações terapêuticas para o medicamento Trodelvy (sacituzumabe govitecana), voltado ao tratamento de pacientes adultos diagnosticados com câncer de mama triplo-negativo (CMTN). A decisão foi oficializada no Diário Oficial da União da última terça-feira (8).

O câncer de mama triplo-negativo é considerado um dos subtipos mais agressivos da doença, caracterizado por uma progressão rápida e por um número reduzido de opções de tratamento eficazes.

  • Medicamento: Trodelvy (sacituzumabe govitecana).

  • Indicação: Pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN) irressecável, localmente avançado ou metastático.

  • Combinação: Aprovado em associação com o imunoterápico pembrolizumabe (para tumores com expressão de PD-L1).

  • Monoterapia: Aprovado para uso isolado em pacientes que não podem receber inibidores de PD-1 ou PD-L1.

  • Mecanismo: Conjugado anticorpo-fármaco que ataca diretamente a proteína Trop-2 das células tumorais.

As novas indicações aprovadas pela Anvisa

Com a atualização do registro, o remédio passa a contar com duas novas modalidades de uso na primeira linha de tratamento:

  1. Em combinação com pembrolizumabe: Indicado para pacientes com tumores que expressam a proteína PD-L1 e cuja cirurgia não é viável (irressecável), em estágio avançado ou metastático.

  2. Uso isolado (monoterapia): Para pacientes nas mesmas condições clínicas avançadas, mas que apresentam contraindicação ou não são candidatos ao uso de inibidores de PD-1/PD-L1.

Como funciona a medicação

O sacituzumabe govitecana pertence a uma classe de terapias conhecidas como conjugados anticorpo-fármaco. A substância age como um “vetor guiado”: ela se fixa especificamente à proteína Trop-2, presente na superfície das células tumorais, e libera o agente quimioterápico diretamente no interior da célula doente, poupando tecidos saudáveis.

Segundo a Anvisa, a aprovação atende à necessidade urgente de opções terapêuticas mais robustas nas fases iniciais do tratamento contra o CMTN, buscando frear a alta mortalidade associada a esse subtipo.