
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta segunda-feira, 2 de junho, a venda de três marcas de pó para preparo de bebida com sabor de café que continham substâncias nocivas à saúde e matérias-primas impróprias para o consumo humano. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e afeta diretamente os produtos das marcas Master Blends, Melissa e Pingo Preto.
Confira os produtos proibidos:
-
Pó para o preparo de bebida sabor café da empresa Master Blends (CNPJ: 71.993.380/0001-50);
-
Pó para preparo de bebidas sabor café tradicional da marca Melissa, produzida pela D M Alimentos (CNPJ: 05.480.948/0001-05);
-
Pó para preparo de bebidas sabor café preto da marca Pingo Preto, produzido pela Jurerê Caffe Comércio de Alimentos (CNPJ: 00.214.257/0001-46).
As investigações apontaram que o processo de fabricação apresentava falhas graves, como seleção inadequada da matéria-prima, ausência de controle de qualidade e problemas na produção. A decisão da Anvisa exige que os produtos sejam imediatamente retirados de circulação em todo o território nacional.
Posicionamento das empresas
Procuradas pela imprensa, apenas a Jurerê Caffe, responsável pela marca Pingo Preto, se manifestou. Em nota, a empresa afirmou que o produto em questão já não é mais fabricado desde janeiro de 2025 e que ele era classificado como “mistura para preparo de bebidas”, e não como café torrado e moído.
A empresa disse ainda que o projeto foi acompanhado pela Vigilância Sanitária de Santa Catarina, com validação dos ingredientes e da rotulagem. “No momento, trabalhamos única e exclusivamente nos esclarecimentos junto aos órgãos notificantes”, afirmou a Jurerê. A empresa declarou que não vê necessidade de recorrer da decisão, já que o produto não está mais no mercado.
Até o momento, Master Blends e D M Alimentos não se pronunciaram sobre a proibição.
O que o consumidor deve fazer?
A Anvisa orienta os consumidores que porventura tenham adquirido qualquer um dos produtos listados a suspender imediatamente o uso e comunicar o caso à Vigilância Sanitária local. A ingestão de produtos contaminados por ocratoxina A pode representar sérios riscos à saúde, especialmente com o consumo frequente.
Fonte: Diário Oficial da União / Anvisa



