
Ao menos 10 prefeitos confirmaram a existência de um gabinete paralelo da Educação, no qual pastores supostamente atuaram na intermediação de recursos para escolas públicas. O caso foi revelado no início da semana, pelo jornal Estado de S.Paulo.
Segundo o prefeito de Luís Domingues, no Maranhão, Gilberto Braga (PSDB), Arilton Moura teria pedido 1 kg de ouro, em uma conversa no restaurante Tia Zélia, em Brasília, após almoço informal com a presença do ministro.
“Ele (Arilton) disse que tinha que ver a nossa demanda, de R$ 10 milhões ou mais, tinha que dar R$ 15 mil para ele só protocolar (a demanda no MEC). E, na hora que o dinheiro já estivesse empenhado, era para dar um tanto, X. Para mim, como a minha região era área de mineração, ele pediu 1 quilo de ouro”. Na quinta-feira, 24, Braga divulgou nota pública confirmando a denúncia publicada pelo jornal.
Segundo o Estadão, os prefeitos que confirmaram o esquema são:
Prefeitos que confirmaram a suposta cobrança de propina:
- Gilberto Braga – Luis Domingues (MA)
- Kelton Pinheiro – Bonfinópolis (GO)
- José Manoel de Souza – Boa Esperança do Sul (SP)
Outros prefeitos envolvidos:
- Nilson Caffer – Guarani D’Oeste (SP)
- Adelícia Moura – Israelândia (GO)
- Laerte Dourado – Jaupaci (GO)
- Doutor Sato – Jandira (SP)
- Fabiano Moreti – Ijaci (MG)
- André Kozan – Dracena (SP)
- Edmario de Castro Barbosa – Ceres (GO)



