ENTRETENIMENTO

Aos 69 anos, João Kléber revê trajetória e diz viver melhor fase da carreira

Por Flávio Ricco

Programa Flávio Ricco – Toda terça-feira, às 19H
Exclusivo Aos 69 anos, João Kléber revê trajetória e diz viver melhor fase da carreira

Apresentador faz balanço da trajetória: família, saúde e televisão seguem no centro dos planos

João Kléber (Divulgação / RedeTV!)

A trajetória de João Kléber também se confunde com a história da RedeTV!. Aos 69 anos, que completa amanhã (2), ele segue na ativa. Contratado em 1999, integrou o grupo dos primeiros artistas da emissora e foi ali que lançou um de seus quadros mais marcantes, o “Teste de Fidelidade”, que se tornou um fenômeno da televisão brasileira.

Mais de duas décadas depois, ele segue com essa parceria à frente do “Para Aqui!”, nas noites de domingo. Em conversa com a coluna, João abriu o coração e falou sobre seus planos pessoais e profissionais.

Quando você olha para a sua trajetória, dos sonhos de infância aos 69 anos, qual é a maior conquista que enxerga? Ela está ligada à carreira, à família ou a algo que o público nem imagina?

Quando olho para a minha infância, sem dúvida, meu sonho era ser artista. E eu conquistei. Já durante a trajetória fui me surpreendendo com as oportunidades e, até hoje, não parei de sonhar. Nesse momento, por exemplo, sonho em realizar um novo projeto e já comecei a me movimentar. Cuidar da saúde também sempre fez parte da minha trajetória. Agora, ter uma família parecia um sonho distante. Uma mulher parceira, filhos criados e responsáveis, sogro e sogra amorosos. Sem dúvida, minha história de vida também merecia um lugar assim. Não adianta o cara ter dinheiro, sucesso e não ter saúde. Ou ter tudo isso e não ter uma família para compartilhar conquistas e desafios. Estou no meu melhor momento. A vida acontece no agora.

A TV é uma parte importante da sua vida. Você teve que fazer muitas renúncias e escolhas difíceis em nome da carreira? Existe algo que você faria diferente se pudesse voltar no tempo?

Entrei na TV muito cedo. Aprendi a viver praticamente sozinho, na rua, com a influência e o exemplo de pessoas que nunca foram da família. Comemorei muitas conquistas tão sozinho quanto sofri fracassos e perdas. A TV nunca foi uma parte. Ela é a minha vida inteira! Entrei com 17 anos e ainda estou aqui, aos 69. Agora, fazer as coisas de forma diferente, teria feito muitas. Teria respirado mais antes de tomar decisões, sofrido menos com preocupações, me dedicado mais ao autoconhecimento. Teria aproveitado mais a vida, o momento. Tudo isso é o que tento fazer hoje. Afinal de contas, segundo estudos, vamos viver mais tempo. Então, estou em paz!

Se tivesse que escolher apenas três acontecimentos/momentos que foram fundamentais para você ser quem é, quais seriam?

O primeiro foi perder meu pai muito cedo. A dor me obrigou a amadurecer e entender o valor do trabalho e da responsabilidade. O segundo foi a decisão de sair da minha cidade e ir para o Rio de Janeiro atrás do sonho de trabalhar na televisão. Foi um salto de fé que mudou minha vida. E o terceiro foi a oportunidade de conquistar meu espaço na TV. Ali, eu percebi que todo o sacrifício tinha valido a pena e que era possível construir uma carreira sólida fazendo entretenimento para milhões de pessoas.

Na televisão, você transmite uma energia que parece não diminuir com o passar dos anos. Fora das câmeras, essa disposição também faz parte da sua rotina? O que faz para manter a mente e o corpo ativos?

Essa energia faz parte de mim. Claro que hoje tenho mais experiência e procuro cuidar melhor da saúde. Gosto de manter uma rotina equilibrada, praticar atividade física, cuidar da alimentação e dormir bem. Mas acredito que o maior combustível é continuar curioso. Gosto de aprender, de conversar com pessoas, de criar projetos e de pensar no futuro. Quando você mantém a paixão pelo que faz, a idade deixa de ser um limite e passa a ser apenas um número.

Qual é o propósito que te move? Podemos esperar novos projetos ou já pensa em desacelerar?

Meu propósito sempre foi levar entretenimento às pessoas. Fazer alguém esquecer dos problemas por alguns minutos é algo muito valioso. Enquanto eu tiver ideias, criatividade e vontade de trabalhar, vou continuar criando formatos, personagens e projetos. Não penso em desacelerar. Penso em evoluir. A experiência que acumulei ao longo da vida me dá ainda mais vontade de inovar e mostrar que sempre existe espaço para quem trabalha com paixão e acredita no que faz.

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Tags:João Kleber

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Flávio Ricco.