A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) anunciou, nesta terça-feira (11/8), um plano de apoio a empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço.
A estratégia inclui medidas para redirecionar exportações e ampliar a presença de produtos nacionais em mercados como Canadá, Alemanha e China, definidos como prioritários.
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A iniciativa surge em meio ao impacto crescente de barreiras comerciais sobre setores relevantes da indústria brasileira, especialmente aqueles mais dependentes dos Estados Unidos (EUA).
O objetivo é mitigar perdas e acelerar a diversificação dos destinos das exportações, reduzindo a dependência de países com maior nível de restrições.
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De acordo com a Apex, o plano prevê ações como missões comerciais, rodadas de negócios e inteligência de mercado para identificar oportunidades no exterior.
Entre os mercados priorizados o Canadá aparece como alternativa relevante na América do Norte, enquanto a Alemanha é vista como porta de entrada para a União Europeia.
Já a China, principal parceiro comercial do Brasil, segue como destino estratégico para absorver parte da produção redirecionada.
Novas taxas dos EUA
- Após as sanções tarifárias no ano passado, o governo americano aplicou uma nova taxa, de 25%, contra o Brasil sob justificativa de que o país estaria cometendo práticas comerciais desleais;
- A medida foi adotada após uma investigação do Escritório do Representante de Comércio Americano (USTR) sobre tema;
- Além disso, também foi aplicada uma nova taxa ao Brasil e outras grandes economias sob a justificativa de uso de trabalho escravo nas cadeias de produção;
- Essa taxa, de 12,5%, substitui a taxa de 10% imposta no ano passado e que já que perdeu a vigência. Se somadas, as duas taxas totalizam 37,5%.
O plano também busca dar suporte, principalmente a pequenas e médias empresas, que tendem a ter mais dificuldade em reagir rapidamente a mudanças nas regras do comércio internacional.
A ideia é oferecer ferramentas para adaptação, incluindo capacitação, acesso a compradores estrangeiros e apoio à participação em feiras internacionais.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Gabriela Pereira.




