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Após 23º caso, médico alerta que sarampo pode passar antes de sintomas

Por Nicole Braga
Natalya Maisheva/Getty Images

São Paulo registra o 23° caso de sarampo e reacende alerta sobre a importância da imunização e reimunização contra a doença. Até o momento, 16 pacientes não possuíam histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto. As cidades mais atingidas são a capital paulista, São Bernardo do Campo e Guarulhos. Nestas, a campanha de vacinação do governo do Estado é recomendada a todos entre 6 meses e 59 anos.

Os esquemas vacinais e e as campanhas de multivacinação fez com que a doença fosse controlada, anteriormente. Em 2024, o Brasil recebeu a Certificação de Zona Livre de Circulação do Vírus. Segundo Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações e presidente da Câmara Técnica para a Eliminação do Sarampo do Ministério da Saúde, zona livre de circulação não quer dizer que casos importados não possam ser registrados, mas esses casos que adentram o país não se traduzem em transmissão sustentada da doença.

No entanto, após surtos na América do Norte e em regiões próximas ao país, como Bolívia, Argentina e Peru, o sarampo reapareceu no Brasil, agora, de maneira alarmante. Uma das principais causas é o deslocamento de pessoas dos países em surto para território brasileiro, bem como a ida de brasileiros, sem vacinação correta, para esses países.

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Renato também alerta sobre a taxa de transmissibilidade do sarampo, que é uma das maiores conhecidas. Segundo o especialista, o doente pode transmitir o vírus antes mesmo de apresentar sintomas, podendo infectar entre outras 16 a 18 pessoas. 

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“O sarampo é uma doença extremamente contagiosa, especialmente relacionada ao fato de que o indivíduo doente, ao tossir, espirrar e falar, elimina partículas virais que permanecem em suspensão durante muito tempo. Inclusive, depois que o infectado deixa o ambiente, é possível infectar outras pessoas, ou seja, não há necessidade de um contato próximo para que essa transmissão ocorra. Aliado a isso, a transmissão se dá mesmo antes do indivíduo manifestar sintomas, antes de saber que está com sarampo, ele já é um potencial transmissor, o que faz do sarampo, entre as doenças transmissíveis, a de maior taxa de transmissibilidade. Um caso pode se traduzir em 16 a 18 outros que não estão vacinados ao seu redor”, diz.

Alerta de sarampo: até imunizados devem se vacinar, diz governo de SP

  • O governo de São Paulo amplia a campanha de vacinação deste ano, recomendando a revacinação contra sarampo a todas as pessoas de 6 meses a 59 anos. A mobilização tem inicio nessa segunda-feira (3/8).
  • Neste ano, a campanha surge com uma nova estratégia, em razão do cenário atual epidemiológico de sarampo.
  • Portanto, na capital paulista, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vacina tríplice viral será oferecida a todas as pessoas de 6 meses a 59 anos, até mesmo àquelas que já se imunizaram.
  • A vacina tríplice viral protege contra o sarampo, caxumba e rubéola.
  • A cobertura vacinal no estado de São Paulo, segundo a Secretaria de Saúde, é de 77,5% para a primeira dose e 65,5% para a segunda.
  • A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 95% para cada uma das doses.

Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Nicole Braga.