Após o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) ter acolhido, por unanimidade, ação do Ministério Público Eleitoral (MPE) para barrar a candidatura do deputado Binho Galinha (Avante) (foto em destaque) por envolvimento com o crime organizado, o MPE contabiliza 1.020 candidaturas contestadas em todo o país nas eleições deste ano.
Isso corresponde a cerca de 5% dos quase 21 mil pedidos recebidos pela Justiça Eleitoral para concorrer aos cargos de presidente, governador, senador e deputado federal, estadual e distrital.
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do Metrópoles
Entre os motivos para impedir as candidaturas estão falta de quitação eleitoral, afastamento de cargo ou função pública fora do prazo e casos de inelegibilidade.
Além do MPE, candidatos, partidos, federações e coligações podem contestar na Justiça a validade dos pedidos de registro de candidatura.
Líder de organização criminosa
Kléber de Almeida, conhecido como Binho Galinha, foi alvo de quatro ações penais que apontam que o político ocupou posição de liderança em uma organização criminosa.
Ele está preso desde outubro do ano passado, sendo foi condenado a 36 anos de prisão. Mesmo assim, registrou a candidatura para tentar disputar a reeleição na Assembleia Legislativa da Bahia.
Binho Galinha foi condenado pelos crimes de posse ilegal de armas, posse de arma com numeração ou sinal identificador adulterado e fornecimento ou permissão de acesso a arma de fogo por adolescente.
Outro caso recente ocorreu na sexta-feira (11), quando o TSE acolheu o pedido do MPE e barrou a candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República. O órgão alegou que o político não comprovou a filiação ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) no prazo legal.
Ele estava filiado ao União Brasil em abril, prazo final para escolha do partido. Além disso, o MP argumentou no pedido que Pablo Marçal está ilegível até 2032, pois foi condenado por uso indevido dos meios de comunicação social nas eleições municipais de 2024.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Lorena Pacheco.




