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Após Binho Galinha, MPE já contesta 1.020 candidaturas no país

Por Lorena Pacheco
AscomALBA/AgênciaALBA

Após o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) ter acolhido, por unanimidade, ação do Ministério Público Eleitoral (MPE) para barrar a candidatura do deputado Binho Galinha (Avante) (foto em destaque) por envolvimento com o crime organizado, o MPE contabiliza 1.020 candidaturas contestadas em todo o país nas eleições deste ano.

Isso corresponde a cerca de 5% dos quase 21 mil pedidos recebidos pela Justiça Eleitoral para concorrer aos cargos de presidente, governador, senador e deputado federal, estadual e distrital.

A maioria das contestações é de candidatos de São Paulo (557), seguido por Maranhão (55), Paraíba (55), Minas Gerais (43) e Distrito Federal (42).

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 309 registros de candidatura foram barrados neste ano. Outros 829 também foram negados, mas aguardam o julgamento de recursos enviados pelos políticos.

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Entre os motivos para impedir as candidaturas estão falta de quitação eleitoral, afastamento de cargo ou função pública fora do prazo e casos de inelegibilidade.

Além do MPE, candidatos, partidos, federações e coligações podem contestar na Justiça a validade dos pedidos de registro de candidatura.

Líder de organização criminosa

Kléber de Almeida, conhecido como Binho Galinha, foi alvo de quatro ações penais que apontam que o político ocupou posição de liderança em uma organização criminosa.

Ele está preso desde outubro do ano passado, sendo foi condenado a 36 anos de prisão. Mesmo assim, registrou a candidatura para tentar disputar a reeleição na Assembleia Legislativa da Bahia.

Binho Galinha foi condenado pelos crimes de posse ilegal de armas, posse de arma com numeração ou sinal identificador adulterado e fornecimento ou permissão de acesso a arma de fogo por adolescente.

Outro caso recente ocorreu na sexta-feira (11), quando o TSE acolheu o pedido do MPE e barrou a candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República. O órgão alegou que o político não comprovou a filiação ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) no prazo legal.

Ele estava filiado ao União Brasil em abril, prazo final para escolha do partido. Além disso, o MP argumentou no pedido que Pablo Marçal está ilegível até 2032, pois foi condenado por uso indevido dos meios de comunicação social nas eleições municipais de 2024.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Lorena Pacheco.