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Após greve da CPTM, Alesp aprova absorção de funcionários em concessões

Por Gabrielle Gonçalves
Henrique Machado/Metrópoles

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta terça-feira (18/8) o projeto de lei que autoriza a transferência de funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para outros órgãos da administração pública com a concessão das linhas 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade para a iniciativa privada.

O texto, de autoria do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi enviado à Casa após um acordo entre o governo paulista e o sindicato dos ferroviários que deu fim à greve da categoria, iniciada em 4 de agosto. A pauta era uma das principais reivindicações do movimento paredista, que durou dois dias e afetou a operação das linhas 11, 12 e 13.

O texto agora segue para sanção do governador. Em vídeo enviado ao Metrópoles, o líder sindical Luís Barbosa Neto Júnior afirmou que os ferroviários continuam em estado de greve para que “tudo o que foi prometido, o governador venha a sancionar e venha apresentar para a categoria ferroviária”. Isso significa que a categoria pode voltar a paralisar as atividades a qualquer momento, caso o governo estadual não cumpra sua parte.

Apesar de a greve ter afetado somente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, uma das exigências dos grevistas era de que o acordo também contemplasse os funcionários da Linha 10–Turquesa, atualmente a única que ainda segue sob gestão da CPTM — apesar de a gestão Tarcísio já ter sinalizado, no passado, interesse em concedê-la à iniciativa privada.

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do Metrópoles SP

Entenda a greve

  • O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB) decidiu paralisar as atividades a partir da meia-noite do dia 4 de agosto. A medida, aprovada em assembleia na véspera, atingia as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, do sistema ferroviário de São Paulo.
  • Na semana anterior, os ferroviários já haviam aprovado indicativo de greve para a data, caso não houvesse avanço nas negociações com o governo de São Paulo.
  • Entre as reivindicações da categoria, estavam a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à Trivia Trens, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com o apoio do governo. O texto, de autoria do deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL-SP), previa a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões à iniciativa privada.
  • Lideranças da categoria se reuniram, no primeiro dia, com representantes do governo estadual na sede da Secretaria da Casa Civil, mas o encontro terminou sem acordo entre as partes. Por isso, a greve foi mantida.
  • No dia 5, em nova reunião, representantes do governo de São Paulo se comprometeram a enviar à Alesp um projeto de lei que garantisse a manutenção dos empregos da CPTM.
  • Após o acordo, o sindicato realizou uma nova assembleia extraordinária em que se decidiu pelo fim da paralisação. Com a decisão, os ferroviários retornaram ao trabalho imediatamente.

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Estação Brás da CPTM

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Estação Brás da CPTM

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Trânsito em São Paulo

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Greve da CPTM começou na terça-feira (4/8), afetou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e acabou com acordo de empregos dos ferroviários

Gabrielle Gonçalves – Metrópoles

Quase 1 milhão de passageiros afetados durante a greve

Os impactos da greve nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foram sentidos logo na manhã do dia 4 de agosto, primeiro dia de paralisação, nas estações do Metrô de São Paulo. Algumas linhas como a 1-Azul e 3-Vermelha registraram trens e plataformas mais lotadas que o normal para o horário, além de filas nas catracas. A região mais atingida foi a zona leste, a mais populosa de São Paulo e atendida pelas linhas paralisadas.

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Um vídeo mostra a fila nas catracas da estação Itaquera do metrô por volta de 6h daquele dia. Veja:

Para minimizar os impactos da paralisação, um plano de contingência precisou ser acionado. Na capital paulista, o rodízio de veículos foi suspenso pela prefeitura. Já o governo de São Paulo informou que os ônibus da operação Paese foram acionados para atender os passageiros nas estações mais afetadas das Linhas 11,12 e 13.

O Metrô também adotou medidas para reduzir os impactos: as estações das Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata tiveram suas aberturas antecipadas para as 4h da manhã. Na Linha 3, foram adicionadas mais composições à circulação, e trens vazios podem ser enviados às estações que apresentarem maior lotação ao longo do dia.

A Polícia Militar (PM) aumentou o número de agentes no entorno das estações afetadas pela greve. Os passageiros que precisam pegar trens observaram, no dia 4, um contingente acima do comum perto das estações atingidas, especialmente na região leste da capital paulista.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Gabrielle Gonçalves.