Os estudantes do ensino médio da escola José Rodrigues Leite fizeram uma ação para melhorar o processo de aprendizagem nas aulas de astronomia. Eles tiveram uma a ideia de vender rifas para comprar dois telescópios para escola.
Um problema comum nas escolas do nosso país é a falta de materiais para as aulas de experimentação. Foi então que alunos, com o apoio dos professores, buscaram a solução, mesmo que temporária. Viram que não é só estudar teoria, precisavam da prática.
Empolgados
A professora Jucely Sarkis conta que inicialmente o foco era a criação de protótipos de telescópios e lunetas, feitos a partir de coisas simples, encontrados com facilidade no mercado local como plásticos, canos e lentes de baixa qualidade. Só que os alunos não estavam satisfeitos, a busca por mais conhecimento sobre os astros do universo, era bem maior.
“Os estudantes fizeram uma vakinha aqui na escola mesmo, que tinha como objetivo a compra de um telescópio profissional e conseguiram a aquisição de um telescópio, depois disso sonharam um pouco mais e conversaram com os professores da escola e conseguiram com os professores mais um pouquinho para outro telescópio”, conta a professora.
E deu pra ver a empolgação deles com os instrumentos. Stefanny Araújo, assim como muitos outros alunos, é apaixonada por astronomia. Ela está contente com os avanços no ensino que os telescópios proporcionam.
“O nosso ensino está muito melhor, posso dizer que da luneta para o telescópio profissional foi um avanço enorme porque a gente sai de uma aula tradicional, entediante e sai para um ramo diferente que a gente pode interagir, pode observar.”
Conhecimento ampliado
Antes os alunos se limitavam a ver corpos celestes nas páginas dos livros, na internet e em lunetas, mas agora, com a aquisição dos equipamentos, eles podem ir além, vendo na prática o que os livros estão ilustrando.
“Antes, a gente estudava astronomia por meio de livros, apostilas, leituras de textos, vídeos, então ficava muito no campo das ideias e hoje não, com aquisição dos telescópios, as aulas ficam mais interessantes, porque a gente sai dos campos das ideias e passa a observar de fato como os astros se comportam no universo”, explica a Jucely Sarkis, professora de física.
O professor James Barbosa explica que os telescópios têm a capacidade de ampliar e formar uma imagem virtual próxima à lente ocular, fazendo com que a imagem nos pareça maior do que a observada a olho nu. Nos contou também que, após essa conquista, a meta agora, é ir além.
“Os objetivos iniciais foram alcançados. A gente vai levar esse projeto do Viver Ciência como oficina de astronomia e construção de telescópios. A gente sai daquela ideia de só trabalhar com vídeos, muitas palestras e vai mais para a prática e torna o ensino mais agradável e fluir de maneira mais interessante para nossos alunos”, destaca.




