A Polícia Federal (PF) afirma em seu relatório final sobre a Abin Paralela que um assessor de Alexandre Ramagem na Agência Brasileira de Inteligência recebeu propina de uma empresa com contratos na Abin.
Ramagem, um dos indiciados pela PF, foi diretor-geral da Abin durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e teve como assessor o policial federal Felipe Arlotta.

Ainda de acordo com a PF, em maio de 2022, a DH Web firmou contrato de patrocínio com a Berkana Tecnologia. O acordo previa, diz a PF, o pagamento mensal de R$ 5 mil “em troca da divulgação de sua marca e produtos no canal Diário da Honra”.
“Do exposto, os pagamentos mensais de R$ 5.000,00 realizados pela Berkana Tecnologia à empresa DH Web, sem prejuízo das outras empresas, gerida de fato por Felipe Arlota, sob a rubrica de patrocínio, configuram, na realidade, vantagem econômica indevida oferecida e recebida em razão do cargo ocupado por Felipe Arlotta na ABIN, em evidente conflito de interesses”, afirma a PF.
Segundo a PF, ao receber por meio da DH Web, o ex-assessor de Ramagem “buscava conferir aparência de legalidade (receita de patrocínio) a recursos de origem criminosa (corrupção), incorrendo, assim, em tese, no crime de lavagem de capitais”.




