Livro da historiadora americana Barbara W. Tuchman publicado em 1984, a “A Marcha da Insensatez” analisa como governos e líderes frequentemente tomam decisões autodestrutivas, contrárias aos seus próprios interesses. Lembrei-me dele a propósito do que está marcado para acontecer hoje.
A marcha da insensatez bolsonarista deverá dar mais um passo em falso ao pretender reunir multidões para apoiar as sanções do governo Donald Trump ao ministro Alexandre de Moraes, culpar Lula pelo tarifaço sobre produtos brasileiros vendidos aos EUA e solidarizar-se com Bolsonaro, o inelegível de tornozeleira.
Michelle Bolsonaro, a ex-primeira-dama, era aguardada para falar pelo marido. Era. Voou para o Pará ao encontro de mulheres filiadas ao PL, partido de Bolsonaro. Outro conflito de agendas. Talvez compareça à manifestação em Belém. Nenhum governador bolsonarista confirmou presença em atos nos seus estados.
As maiores atrações na Avenida Paulista serão os deputados Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, e Nikolas Ferreira (PL-MG), o da peruca loura, além do pastor Silas Malafaia, organizador e financiador do ato. À distância segura, Eduardo, o embaixador do tarifaço, torce para que tudo dê certo.
A essa altura, quem ainda está disposto a comprar ações de Bolsonaro? Os sem voto suficiente para se eleger.




