Um trágico acidente aéreo ocorreu na noite de quarta-feira (29), envolvendo um jato comercial da American Airlines e um helicóptero militar do Exército dos Estados Unidos. Ambas as aeronaves colidiram em pleno voo e caíram no Rio Potomac, que estava parcialmente congelado no momento do impacto.
A Torre de Controle alertou os pilotos do Black Hawk sobre a presença do avião da American Eagle. Em resposta, os militares afirmaram que tinham a aeronave à vista e que manteriam a separação necessária. No entanto, instantes depois, as aeronaves colidiram no ar. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da colisão, seguido de uma explosão e da queda dos destroços no rio.
Buscas e resgates
Equipes de resgate mobilizaram cerca de 300 socorristas de diferentes agências para atuar na operação. Segundo o chefe dos bombeiros de Washington, John A. Donnelly Sr., as condições de resgate são desafiadoras devido ao frio intenso, ventos fortes e a escuridão na área do acidente. As buscas estão sendo realizadas em águas de aproximadamente 2,4 metros de profundidade, com presença de gelo.
Até o momento, não foram encontrados sobreviventes. Fontes oficiais informaram que o helicóptero foi localizado de cabeça para baixo no rio, enquanto o jato se partiu em vários pedaços. Corpos já começaram a ser resgatados, mas as autoridades ainda não divulgaram um número exato de vítimas.
A Administração Federal de Aviação (FAA) e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) já iniciaram as investigações para esclarecer as circunstâncias da colisão. O Aeroporto Nacional Reagan foi fechado imediatamente após o acidente e deve permanecer inoperante até as 11h locais desta quinta-feira (30). Os voos foram desviados para o Aeroporto Internacional Marshall de Baltimore-Washington.
As condições meteorológicas no momento do incidente eram consideradas normais para operações aéreas, com céu limpo, visibilidade de 16 km e ventos moderados.
As investigações devem focar na análise da comunicação entre os pilotos e a torre de controle, bem como na revisão de dados de radar e gravações das caixas-pretas das aeronaves.




