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Avó de menina que foi estuprada por familiares não acreditou na vítima

Por Álvaro Luiz
Divulgação/PCERJ

A menina de 12 anos que fugiu de casa após ser estuprada por familiares contou sobre o crime para a avó, que não acreditou na vítima. As violências foram cometidas pelo companheiro da avó e um tio materno da vítima, os dois foram presos na quarta-feira (23/9), por estupro de vulnerável, em Vigário Geral, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil (PCERJ).

Os suspeitos foram localizados no bairro por policiais da 24ª Delegacia de Polícia, de Piedade (RJ). A Polícia Civil não informou se a avó será indiciada por omissão.

Entenda o caso

  • A investigação começou depois que a adolescente fugiu de casa e pediu ajuda a um policial militar durante um patrulhamento.
  • Para o PM, ela contou que vinha sofrendo abusos sexuais dentro da própria casa e apontou os dois familiares como responsáveis.
  • A partir da denúncia, a polícia civil fez diligências, ouviu testemunhas e submeteu a menina a exame de corpo de delito.
  • De acordo com a corporação, os abusos atribuídos ao companheiro da avó começaram com toques íntimos e teria evoluído até episódio no qual o investigado teria introduzido os dedos em sua vagina.
  • A adolescente disse que chegou a contar tudo para a avó, mas não foi acreditada. A avó ignorou os relatos e manteve o companheiro em casa.

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Vítima relatou diversos abusos, diz polícia

Em relação ao tio, irmão da mãe da vítima, a menina relatou que os abusos começaram depois que ele foi morar na residência da família, chegando a amarrar as mãos dela com um lençol e obrigá-la à prática de atos sexuais..

O último episódio teria ocorrido em 14 de setembro, poucos dias antes de ela fugir. A vítima teria buscado ajuda de diferentes familiares antes de fugir de casa.

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Depois de ser encaminhada para acolhimento e atendimento especializado, os policiais passaram a monitorar os dois homens. Contra eles, foram cumpridos mandados de prisão temporária.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Álvaro Luiz.