
O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a tecer comentários homofóbicos nesta segunda-feira (17/1). Se referindo ao público LGBTQI+, o chefe do Executivo responsabilizou a esquerda por querer chegar ao poder ‘destruindo valores familiares’. A declaração ocorreu durante entrevista à Rádio Viva FM de Vitória (ES).
“Com o passar do tempo, lá em 2010, tinha acabado as eleições, e eu denunciei o tal do PNH3, um projeto do PT que tinha 180 capítulos voltados para outros tipos de família. Ninguém é contra duas pessoas conviverem no seu canto e vá ser feliz. Cada um faz o que bem entender da sua vida e quem acredita, né, vai ver depois como se entende lá na frente, quando deixar essa terra. A gente não entra nessa seara”, completou.
O presidente também relatou que seu antagonismo à pauta gay o ‘potencializou’ no país, mas emendou que ‘não é fácil lutar contra num governo de esquerda’.
“Mas um capítulo mais importante desses 180 era a desconstrução da heteronormatividade. O que é isso? É dizer que homem e mulher não existem. Existem dois seres quaisquer que se juntam e passam a ser uma família e ponto final. Foi uma outra briga muito grande que eu entrei contra ele (PT) e tivemos sucesso em parte, porque não é fácil lutar contra essa pautas num governo de esquerda, governo do PT, mas, com o passar do tempo, isso potencializou a gente por ocasião das eleições”.
Bolsonaro relatou que a família é ‘sagrada’ e que ‘todas as pessoas existentes no mundo vieram de um homem e uma mulher’.
“A família é sagrada. Não se discute isso daí. Todas as pessoas que estão aqui na terra vieram de um homem e de uma mulher. Se bem que, hoje em dia, já tem a pessoa da inseminação artificial. Mas vieram, no fundo, de um homem e de uma mulher. Isso tem que ser respeitado, nos ajuda a viver em harmonia e em paz. Nos ajuda a ter um prazer com o futuro dos nossos filhos. E é isso que a esquerda sempre quis destruir”.




