O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebe, nesta segunda-feira (29/9), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). O ministro da Infraestrutura do governo passado baterá à porta do ex-chefe com ares de favorito a sucedê-lo como líder da direita na próxima eleição presidencial, mas carregando uma mala de incertezas sobre qual o apoio que teria da família caso decida concorrer ao Planalto em 2026.
Uma ala de lideranças do Centrão tem procurado Bolsonaro em sua prisão domiciliar, no afã de convencê-lo a fechar logo apoio a Tarcísio de Freitas. Eles temem que o ex-presidente seja preso em regime fechado após a condenação no Supremo Tribunal Federal (STF), o que dificultaria qualquer articulação. Também querem sinais mais claros sobre o PL da Dosimetria, que travou no Congresso num impasse que pode deixar os condenados por tentativa de golpe de Estado sem qualquer benefício.
Governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos), posa ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
Reprodução/Redes Sociais
Tarcísio e Bolsonaro durante reunião na casa do ex-presidente, em Brasília
Acervo/ coluna Paulo Cappelli
O governador Tarcísio de Freitas e o ex-presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista
Isabella Finholdt/ Metrópoles
Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro
Allan Santos/ PR
Para aliados de Tarcísio, o governador de São Paulo precisa da garantia de apoio do ex-chefe para ter segurança de abandonar o Palácio dos Bandeirantes em março do ano que vem. Mas no meio do caminho entre um eventual anúncio do apoio do ex-presidente e a transferência de votos de fato, há um Eduardo Bolsonaro.
O deputado federal está nos Estados Unidos, separado do pai por 7 mil quilômetros e uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles estão proibidos até de se falar. A avaliação de lideranças do Centrão é que o parlamentar está “incontrolável” e impedirá qualquer acerto sobre candidatura ao Planalto no futuro imediato.
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O encontro de Bolsonaro e Tarcísio ocorre dias após Eduardo anunciar publicamente que seria candidato à Presidência. Anúncio esse que causou reação no meio político, levando a reclamações do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), que foi às redes reclamar da “falta de bom senso na direita” e pregar união do grupo, sem citar o deputado.
Diante do entrave, Tarcísio recentemente anunciou que seria candidato à reeleição. Mas, segundo aliados, o governador ainda avalia uma disputa ao Planalto, e a declaração põe pressão para uma resolução breve do impasse.
Enquanto isso, os demais cotados da direita assistem tudo de camarote e “jogam parados”. São eles os governadores Eduardo Leite (PSD-RS), Ratinho Júnior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO).


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