O bombeiro militar Mauro Alves dos Santos Ricardo (foto em destaque), 48 anos, que integrava a equipe de segurança externa da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), foi exonerado do cargo que ocupava na Casa Militar. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do DF (DODF), nessa sexta-feira (25/7), e ocorre dias após ele ser flagrado sacando uma arma durante uma discussão com um policial em uma academia de Águas Claras (DF).
Veja o vídeo da discussão:
O Metrópoles apurou que Mauro estava cedido à Casa Militar, onde exercia a função de segurança de instalações. Celina Leão já havia determinado, na última terça-feira (21/7), o afastamento dele da equipe.
A decisão publicada nessa sexta-feira no DODF também encerra o pagamento da Gratificação Militar de Segurança Institucional (GMSI-2), destinada aos militares que exercem funções na área de segurança institucional.
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do Metrópoles
Agora, Mauro volta a ficar à disposição do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF).
A coluna Na Mira tenta localizar defesa de Mauro Ricardo. O espaço segue aberto para posicionamentos.
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Arma e ameaça
Mauro Alves dos Santos Ricardo é investigado por ameaça contra o 2º sargento da Polícia Militar Luis Fernando Andrade de Oliveira, de 43 anos. Os dois discutiram enquanto treinavam em uma academia localizada na Rua 4 Norte, em Águas Claras, no último sábado (19/7).
Segundo o relato da vítima e de testemunhas, durante o desentendimento o bombeiro retirou uma pistola de um armário, colocou a arma na cintura e afirmou que iria pegar o policial “na porrada”.
Imagens das câmeras de segurança registraram o momento em que Mauro retira a arma do armário e a coloca na cintura antes de continuar a discussão com o policial militar.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), equipes da PMDF foram acionadas para atender à ocorrência. No local, receberam a informação de que o bombeiro havia ameaçado o policial.
Ainda conforme o registro policial, um militar que presenciou parte da discussão advertiu Mauro, afirmando que exibir uma arma e ameaçar outro policial era uma conduta inadequada.
Outra testemunha declarou ter visto o bombeiro colocar a arma na cintura e ouvido as ameaças dirigidas à vítima.
Bombeiro nega ameaças
- Em depoimento à Polícia Civil, Mauro apresentou uma versão diferente dos fatos.
- Segundo ele: treinava na academia com a namorada quando passou a ser encarado pelo policial militar, iniciando uma discussão verbal.
- Mauro diz ter se sentido ameaçado pela postura do outro envolvido e, por isso, foi até o armário onde guardava sua arma de fogo.
- O bombeiro disse que não sacou a arma para ameaçar, não apontou o armamento para ninguém e não fez qualquer ameaça ao policial.
- A namorada, ouvida como testemunha, confirmou que ele retirou a arma do armário e a colocou na cintura durante a discussão.
- Ela afirmou que não viu Mauro apontar a arma nem ouviu ameaças explícitas, apenas uma troca de palavras em tom de confronto.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Larice de Paula.





