Receba no seu email as notícias de Fitness&Nutrição
Frequência de envio: Duas vezes na semana
Ver todasVer todas as newsletters
“Não existe um branco universal. A cor natural dos dentes varia de acordo com características individuais, como espessura do esmalte, dentina, idade e até fatores genéticos. Um clareamento bem executado é aquele que respeita esses limites biológicos e entrega um resultado compatível, sem descaracterizar a aparência do paciente”, explica a profissional.
Carolina afirma que a estética do sorriso deve ser analisada de forma integrada. Para ela, um dente branco excessivamente intenso pode destoar do tom de pele, dos lábios e até da idade, produzindo um efeito plástico.
“Percebemos um aumento de pacientes que chegam ao consultório mostrando fotos de celebridades e perguntando se conseguem ficar com os dentes exatamente daquela cor. Esse tipo de comparação é perigoso porque reforça dependência de padrões de beleza irreais”, conta a especialista em harmonização orofacial da SorriaMed.
Tendência pode comprometer a saúde
De acordo com Carolina, o uso indiscriminado de agentes clareadores, especialmente sem supervisão odontológica, pode provocar sensibilidade intensa, irritação dos tecidos bucais e danos ao esmalte quando empregado de forma inadequada.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles Vida & Estilo
Em casos mais graves, o excesso pode atingir estruturas mais profundas do dente, comprometendo sua vitalidade. As receitas caseiras e os produtos comercializados pela internet com promessas de resultados rápidos e de baixo custo também são uma preocupação.
“Substâncias como bicarbonato de sódio, limão e água oxigenada continuam circulando nas redes sociais como alternativas ao clareamento profissional. Isso é muito grave. Nenhum desses possuem eficácia comprovada e podem causar desgastes irreversíveis à superfície dental”, ressalta a expert.
A dentista alerta ainda que o clareamento dental não é um procedimento padronizado. Antes de qualquer indicação, é preciso avaliar condições como espessura do esmalte, presença de restaurações, retrações gengivais, histórico de sensibilidade e até hábitos alimentares.
“Produtos vendidos livremente ou recomendados por influenciadores ignoram essas particularidades. O melhor resultado não é a brancorexia, e sim aquele que preserve a funcionalidade dos dentes e mantenha um sorriso bonito e natural ao longo do tempo”, conclui Carolina Prata.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Gabriela Francisco.




