O Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) que morreu em confronto com policiais militares no domingo (29/6) trabalhava como detetive particular especializado em encontrar animais de estimação e pessoas desaparecidas. Edilmar Pereira Lima (foto em destaque), 49 anos, também era conhecido como “Sherlock Holmes dos pets” e oferecia seus serviços de investigador por meio das redes sociais.
Em 1999, Edilmar fundou a agência Central Única Federal dos Detetives do Brasil, que tinha por finalidade investigações confidenciais. A empresa, no entanto, foi extinta em outubro do ano passado por “liquidação voluntária”, conforme informações disponíveis no site da Receita Federal.
O investigador também escreveu o livro Crônicas de um Detetive, publicado em 2004. De acordo com a sinopse disponível na internet, a obra trata da traição e infidelidade nos relacionamentos, com base em casos reais investigados pelo autor.
Em paralelo à profissão de detetive, Edilmar oferecia serviços de assessoria e consultoria em tiro esportivo para emissão do registro de CAC.
Nas redes sociais, ele postava fotos em clubes de tiros e, em algumas publicações, ostentava armas de fogo. O atirador também tecia críticas a banalização do processo para obter o registro de CAC, dizendo que isso contribuiu para abusos e fraudes.
“É aquela história: por uns os outros pagam. A verdade é uma só. O liberou geral sem controle dá nisso. Na minha época quando tirei meu CR [Certificado de Registro] CAC tinha até vistoria do EB [Exército Brasileiro] para verificar se tinha local adequado cofre para guardar o acervo. Depois foi facilitando a ponto de perder o controle como é noticiado todos os dias na imprensa”, postou Edilmar.
O homem também era conhecido por ser proprietário do Espetinho do Zoguel, que funcionava na garagem da residência onde ele morava.
Veja fotos do CAC:
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O homem dava consultoria em tiro esportivo para emissão do Certificado de Registro de CAC
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Ele também era proprietário do Espetinho do Zoguel, que funcionava na garagem da residência onde ele morava
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Edilmar se apresentava como detetive particular e oferecia serviços de assessoria
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Edilmar Pereira Lima, 49 anos
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CAC foi atingido após disparar contra uma equipe de policiais que foi até a residência dele
Reprodução / Redes Sociais
Confronto com a PMDF
Na madrugada do último domingo, Edilmar morreu após trocar tiros com a Polícia Militar do DF (PMDF). A equipe tinha se deslocado até a residência dele, na QE 38 do Guará II, depois de ser acionada por vizinhos.
Segundo os militares, os moradores disseram que o CAC era usuário de entorpecentes e, quando ingeria bebida alcoólica, ficava violento e realizava disparos de arma de fogo.
Ele também é apontado como autor em um caso anterior que envolvia violência doméstica.
A equipe da PMDF se dirigiu até a residência e, após bater no portão algumas vezes sem resposta, identificou-se. Nesse momento, os policiais foram surpreendidos por diversos disparos de arma de fogo vindos do interior da casa.
Assista ao confronto:
Diante da agressão, os policiais revidaram e buscaram abrigo, cessando os disparos quando os tiros provenientes da residência pararam.
Após algum tempo, uma mulher gritou de dentro do imóvel, informando que seu companheiro estava caído.
A mulher foi orientada a sair do local. Em seguida, os policiais entraram na casa e encontraram Edilmar ferido, com uma pistola próxima ao corpo e um revólver 38 na cintura.
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do DF compareceram ao local e constataram o óbito do homem.
Durante a varredura no interior da residência, foram encontradas duas armas de cano longo, munições de diversos calibres, insumos para recarga de munição e um colete balístico.
O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), mas é investigado pela 4ª DP (Guará).




