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Cadeirante enfrenta lama e buracos em Rio Branco para chegar a rua pavimentada

Um morador cadeirante do bairro Canaã, em Rio Branco, enfrenta diariamente dificuldades para sair de casa por causa das condições da rua onde vive. O cadeirante enfrenta lama e buracos em Rio Branco para percorrer cerca de um quilômetro até conseguir alcançar uma via pavimentada.

Cláudio Balduíno mora há mais de cinco anos no fim da Travessa da Invasão. A via não possui pavimentação e, quando chove, fica tomada pela lama. Em um dos trechos, ele precisa sair da cadeira de rodas, sentar no asfalto e puxar o equipamento para conseguir vencer um desnível.

Segundo o morador, o percurso pode levar mais de uma hora durante os períodos de chuva.

Chuva aumenta dificuldade para sair de casa

Cláudio contou que já sofreu quedas durante o trajeto e chegou a retornar para casa porque ficou coberto de lama.

De acordo com o relato, em dias de condições mais difíceis, o deslocamento pode levar entre uma hora e 15 minutos e uma hora e meia. A situação também teria feito com que ele deixasse de comparecer a consultas médicas e até a uma perícia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A falta de drenagem também dificulta a circulação de veículos. Segundo o morador, há períodos em que carros não conseguem acessar a travessa.

Ele relatou ainda que, em uma emergência médica, precisou ser carregado pelo filho até a parte da rua onde havia condições de acesso.

Trecho termina com desnível

Um dos pontos mais complicados fica justamente na ligação entre a travessa e a avenida principal.

A rua termina em um trecho mais baixo que o asfalto, criando um desnível que impede a passagem direta da cadeira de rodas. Para superar o obstáculo, Cláudio precisa descer do equipamento, sentar no asfalto e puxá-lo até alcançar a parte mais alta.

O procedimento também o deixa exposto à circulação de veículos enquanto tenta concluir a travessia.

Morador diz que já pediu melhorias

Cláudio afirmou que já procurou o poder público para solicitar a abertura e pavimentação da via. Segundo ele, recebeu um documento informando que o pedido havia sido aprovado, mas ainda não houve avanço na obra definitiva.

O morador também relatou que, durante os anos em que vive no local, viu apenas uma intervenção da prefeitura na travessa, relacionada à abertura da via.

Com a aproximação do período chuvoso, ele teme que as condições de circulação piorem ainda mais.

Prefeitura anuncia intervenção paliativa

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Seinfra) informou que esteve no local nesta sexta-feira (18), após tomar conhecimento da situação.

Segundo a pasta, a Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb) foi autorizada a realizar uma intervenção paliativa na rua para melhorar as condições de tráfego.

O secretário Cid Ferreira afirmou ao g1 que a medida deverá garantir melhores condições de circulação enquanto uma solução definitiva não é executada. De acordo com a Seinfra, uma obra mais estruturante está prevista para o próximo ano, quando houver disponibilidade para sua realização.

A secretaria também informou que a intervenção ocorre enquanto o município organiza as linhas e o corredor de ônibus da região.

Acessibilidade ainda é desafio na região

A situação relatada por Cláudio evidencia as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência em áreas sem pavimentação e infraestrutura adequada.

Além da mobilidade cotidiana, as condições da via podem interferir no acesso a serviços essenciais, como atendimento médico e transporte. No caso do morador, ele afirma que já deixou de comparecer a compromissos por não conseguir sair de casa em condições de segurança.

A intervenção anunciada pela prefeitura deve ser uma medida emergencial, enquanto a solução definitiva para a infraestrutura da via permanece prevista para uma etapa posterior.

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